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Grupo gaúcho desenvolve algoritmo de geração de projetos arquitetônicos

Por dezembro 16, 2021No Comments

Um algoritmo generativo que automatiza a criação de projetos a fim de obter a volumetria mais rentável para um edifício foi desenvolvido pela OSPA Arquitetura, empresa do grupo de desenvolvimento imobiliário OSPA, de Porto Alegre (RS). A solução de inteligência artificial produz milhares de modelos, com variações de fatores como altura e largura da edificação, metragem e pés-direitos de cada pavimento, disposição solar de unidades e terraços, dentre outros, para identificar o que dispõe da melhor relação VGV (Valor Geral de Vendas)/custos.

Os modelos gerados por esse algoritmo seguem uma base de dados que dispõe tanto de legislação urbanística quanto variáveis de mercado que predominam em uma região. Desta forma, além de adequados às limitações impostas pelo Plano Diretor a empreendimentos em determinado lote, também precificam fatores como vista, orientação solar, áreas descobertas, dentre outros, para gerar a combinação mais eficiente financeiramente. Mais do que potencializar áreas construídas, busca a melhor relação VGV/custos. Por ora, é utilizado apenas em projetos destinados a São Paulo e Porto Alegre. Porém, com poucas adequações, pode ser aplicado a outras praças.

“Se a vista é muito valorizada no local do empreendimento em questão, opções volumétricas com maiores alturas e menor ocupação serão incentivadas e o edifício será mais fino e alto. Caso este fator não seja tão relevante na região do lote, o edifício será mais baixo, o que proporcionará maior folga na volumetria e permitindo, por exemplo, a criação de terraços para aumentar as áreas privativas. Além disso, o algoritmo também identifica qual disposição que esses terraços devem ter naquele local”, diz Rodrigo Rocha, sócio da OSPA.

“Esses conceitos podem parecer simples, mas o algoritmo gera milhares de combinações por minuto, algo que humanos, mesmo reunidos em grandes equipes, não conseguem produzir. Desses projetos, com diferentes metragens de áreas por pavimento, cobertas ou não, uso de pé direito simples ou duplo, disposição de terraços, entre outros, identifica o que gera o maior valor por metro quadrado ou o menor custo”, diz.

CAP 1 Três Figueiras

O algoritmo generativo automatiza a conceitos utilizados pela OSPA Arquitetura em vários de seus projetos, como o CAP 1 – residencial no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre –  e iO Menino Deus –  residencial em bairro de mesmo nome na capital gaúcha. “Nesses casos, foi priorizado o escalonamento, a fim de se maximizar as áreas privativas por meio do uso de amplos terraços. Essas e outras lógicas foram incorporadas ao algoritmo, que gera seu ganho com a produção de milhares de volumetrias diferentes”, diz. Desde 2020, quando entrou em funcionamento, a ferramenta já foi utilizada em mais de 200 estudos, proporcionando a elevação de VGVs em até 15%.

iO Menino Deus (foto: Alcindo DeDavid | Divulgação)

Humanos X máquinas

Segundo Rocha, o uso de algoritmos de autogeração na arquitetura não tomará tão cedo o trabalho dos que atuam no segmento. “Somos nós, arquitetos, que definimos os parâmetros iniciais do projeto assim como qual a melhor volumetria. O algoritmo apresenta os indicadores, automatiza a fase inicial de um projeto e maximiza a geração de valor, mas não substitui o ser humano. O desenvolvimento do projeto como um todo sempre dependerá do arquiteto. A incorporação dos elementos estéticos ainda é algo que só humanos podem realizar”, enfatiza.

Desenvolvido pela equipe de TI da OSPA Arquitetura, o algoritmo não dispõe de estimativas quanto a faturamento, até por ser uma ferramenta que auxilia a criação de projetos da OSPA Arquitetura. “A solução é dos nossos diferenciais. A OSPA Arquitetura já desenvolveu várias voltadas à automação. Esta em especial desenvolve o projeto em sua fase inicial, proporcionando o maior retorno financeiro a nossos clientes”, comemora.

Equipe da OSPA

 

 

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