No ano em que celebra cinco décadas de história, a Artefacto realiza a edição Mostra Curitiba 2026 com um significado particular. A abertura da exposição coincide com um importante momento de expansão da operação local, marcado pela aquisição da Villa Margarethe, um dos casarões históricos da Rua Comendador Araújo, no Batel, junto à tradicional loja da marca.
Construída em 1917, a residência integra a memória arquitetônica da capital paranaense e passa a fazer parte de um novo capítulo da presença da marca na cidade. A incorporação de um imóvel centenário à operação estabelece um diálogo natural com o tema da mostra: “Maturidade”. Maturidade, neste contexto, também se traduz na valorização do tempo, da memória e da permanência, abrindo novas possibilidades a partir de uma história já construída. A expansão reforça a presença da Artefacto no mercado paranaense e integra o atual ciclo de investimentos da empresa em endereços estratégicos no país, como em Florianópolis, onde a operação ampliou 500 metros quadrados, e anuncia sua estreia no mercado imobiliário com um empreendimento assinado em parceria com a KDS.

“Celebrar 50 anos é reconhecer nossa trajetória e continuar olhando para o futuro. Em Curitiba, esse movimento ganha um significado especial com a Villa Margarethe, um imóvel que carrega mais de um século de história. Sua incorporação à operação da Artefacto dialoga com o tema Maturidade e reforça nossa presença na cidade. É também um gesto para Curitiba, um presente que valoriza e ajuda a preservar sua memória”.
Paulo Bacchi, CEO da Artefacto
Da Villa Margarethe
A Villa Margarethe está inserida no Conjunto Urbano da Rua Comendador Araújo, oficialmente tombado pelo Estado do Paraná em 2004. Pela qualidade de sua arquitetura e estado de conservação, é considerada um dos exemplares residenciais remanescentes mais representativos da Curitiba das primeiras décadas do século XX, período em que a prosperidade da erva-mate e o avanço da indústria contribuíram para transformar a paisagem urbana da cidade.
Erguida originalmente para Oscar Charles Mueller, a residência recebeu o nome Villa Margarethe em homenagem à sua esposa, Margarethe Lepper. O imóvel remonta ao período de prosperidade econômica impulsionado pela erva-mate e preserva características da arquitetura residencial da Curitiba do início do século XX, reunindo referências do Art Nouveau, ecletismo europeu e da arquitetura germânica.
Mostra Artefacto Curitiba 2026
A mostra de Curitiba apresenta 26 ambientes, projetados por profissionais, que exploram diferentes perspectivas sobre a maturidade, valorizando escolhas conscientes, identidade, memória, autenticidade e permanência — conceitos que dialogam tanto com as novas formas de morar quanto com o momento vivido pela própria marca em seu cinquentenário. Em paralelo, a Artefacto apresenta a Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. A pesquisa de materiais combina pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça. A mostra acontece na Villa Margarethe e também no endereço tradicional da marca na capital paranaese: R. Comendador Araújo, 672.
Conheça os ambientes:
Confira os conceitos dos espaços divulgados pela Artefacto:

Ana Letícia Virmond
Serenidade conquistada ao longo da vida: é assim que Ana Letícia Viermond define maturidade. Experiência que se transforma em repertório e conduz a escolhas conscientes e assertivas. O projeto Casa Lounge traduz essa ideia em um espaço gourmet que convida a desacelerar, compartilhar momentos e celebrar o prazer das boas escolhas. Para Ana, o verdadeiro luxo está no que permanece, no que desperta emoções e, acima de tudo, resiste ao tempo. Entre os móveis, destaque para o módulo Lounge, peça protagonista, que segundo a profissional sintetiza o próprio conceito do projeto, ao colocar arte, matéria e permanência em perfeita harmonia. Nos demais móveis, materiais como madeira, mármore, tecido e couro reforçam a sensação de atemporalidade, como a mesa de jantar Jud, a cadeira Lille, a banqueta Hara e a poltrona Calix.

André Bertoluci
Maturidade é compreender que o tempo e o silêncio revelam a essência das coisas. Fiel à máxima, Living & Convívio, projeto de Andre Bertolucci reflete exatamente isso: espaços que não seguem tendências, mas que acolhem histórias, fortalecem vínculos e permanecem atuais pela verdade de cada escolha. Para o arquiteto, o tempo não diminui o valor das coisas, mas as revela. Uma visão que se materializa em uma sequência de ambientes – living, sala de jantar, lounge e estar bar – que traduzem diferentes momentos da convivência: receber e compartilhar. Privilegiando materiais naturais – madeira, mármore, fibras naturais e cerâmica artesanal – a atmosfera é serena e atemporal. A iluminação combina luz natural, filtrada pelas cortinas, com camadas de iluminação artificial, reforça a sensação de permanência e bem-estar. O mobiliário traz como destaque o módulo Evans e o sofá Direc, a coluna de jantar Sabang e as poltronas como a Mayu e a Arua.

Angela Chinasso Arquitetura
O projeto de Angela Chinasso e Carlos Reichmann é quase uma licença poética: transformar o sótão em uma suíte com três ambientes –quarto de vestir, sala de banho e hall de distribuição–, no qual a habilidade da profissional se revela na liberdade criativa e na harmonia entre espaço e indivíduo. A luz natural que entra pelas mansardas foi preservada, mantendo paredes e tetos brancos para dar respiro aos olhos e permitir que cores, texturas e mobiliário assumam protagonismo. Para a dupla, a maturidade pode ser definida como o silêncio do excesso e a permanência do essencial e o projeto confirma a tese. O mobiliário traz peças de perfil atemporal e dimensões compatíveis com as dimensões do ambiente, tais como o buffet Kep e a coluna de jantar Maniang, a cabeceira Talalla, a mesa de centro Pandia e a mesa componível Kentar.

Ary Jacobs e Renan Mutao
Tempo Vivo, loft com jardim, que leva a assinatura da dupla Ary Jacobs e Renan Mutão, nasce da compreensão de que amadurecer não é imobilidade, nem apego ao passado. Mas sim a segurança de acolher o novo sem perder a identidade. Para os arquitetos, maturidade é permitir que o tempo nos transforme sem apagar aquilo que nos identifica. Dessa forma, integrando living, suíte e varanda, o espaço traduz essa filosofia ao criar uma base sólida sobre a qual novas histórias possam ser incorporadas. E revelando por meio do confronto de épocas, linguagens e estilo, que a verdadeira sofisticação está na continuidade e na autenticidade. A paleta de tons terrosos, marrons profundos e nuances minerais é pontuada por verdes intensos e inesperados. A iluminação em camadas valoriza volumes e texturas, destacando obras e objetos, enquanto zonas de luz e sombra reforçam o caráter cenográfico. O mobiliário traz móveis como o módulo Coltrane e a cama com cabeceira Talalla.

Camila Picoli
Um espaço que acolhe, desperta os sentidos e transforma a arquitetura em cenário de memórias, encontros e escolhas que permanecem. Assim pode ser definido Essência: quarto criado por Camila Picoli que traduz maturidade como a expressão do tempo vivido com significado. Uma ideia que se manifesta por meio de escolhas precisas – uma paleta de cores neutra e terrosa, a iluminação indireta e cênica – além de uma profusão de texturas, que ajudam a transformar o ambiente em uma autêntica experiência sensorial. Especificado para sustentar essa visão de sofisticação, o mobiliário marca presença, mas sem excessos: o sofá Illi e a cama Brasília estabelecendo o eixo de conforto, acompanhados por mesas como a Boyang, Vide e Nambu. A estante Apex organizado o espaço, acompanhada pelo banco Emile, a mesa bar Lena e a poltrona Pollux.

Caroline Andrusko Arquitetos
Compreender que a verdadeira riqueza está naquilo que permanece. Nos vínculos que construímos, nas histórias que compartilhamos e nas memórias que levamos. Tudo isso é o que define a essência da maturidade, segundo a arquiteta Caroline Andrusko. O projeto Capítulos surge assim como uma celebração da passagem do tempo: um espaço que acolhe o presente e preserva o futuro. Mais do que um espaço residencial, o ambiente foi concebido para acolher experiências que atravessam o tempo: refeições compartilhadas, conversas prolongadas, risadas que fortalecem vínculos. A curadoria do mobiliário reforça essa percepção, com o módulo Orfei, mesas de centro como a Jud e a caixa bar Manhattan. Em contraponto, peças de personalidade como a mesa de jantar Radix e a cama Tassel.

Cris Daros
Silenciar o excesso para revelar o essencial: é nesse gesto que Cris Daros encontra a maturidade. O projeto O Tempo que Transforma traduz essa filosofia em dois ambientes que dialogam com fluidez e onde o luxo não se impõe, mas acolhe. living e estar íntimo/escritório se conectam em um exercício de amplitude e sofisticação. Mármore, camurça, boiserie e tecidos texturizados criam uma composição elegante que convida à contemplação, à pausa e ao habitar a melhor versão de si mesmo. A paleta em branco e verde, por sua vez, reforça a atmosfera de serenidade, enquanto a iluminação cenográfica transforma o espaço em um oásis de conforto e acolhimento. O sofá Evans surge como o coração do living, com suas proporções generosas e linhas limpas. Destaque, também para as poltronas Mayu, a mesa lateral Stewart e o buffet Sanur.

Deborah Nicolau
No ano em que celebra seus 50 anos, Deborah Nicolau apresenta o Home DNA, um espaço que traduz a maturidade como processo contínuo de evolução. Mais do que um home theater, o ambiente é concebido como refúgio: um lugar de silêncio e emoção, de leitura e contemplação, de encontros e memórias. Para Deborah, maturidade é viver com intencionalidade, cultivar gratidão e continuar evoluindo sem perder a essência. O Home DNA é a materialização dessa visão particular: um ambiente que emociona hoje e que pretende continuar fazendo sentido amanhã. As curvas percorrem o espaço em movimento contínuo, inspiradas na ideia do infinito. Nada termina em si mesmo; cada gesto conduz ao próximo e o mobiliário vem reforçar essa filosofia. As escolhas foram o módulo Baco, poltronas como a Wiggins e a Times, mesas de centro Boyang e Lena, além da estante Apex.

Denise Ribas e Carolina Ribas
Na Suíte Permanência, Carolina e Denise Ribas, mãe e filha, celebram a maturidade como a capacidade de fazer escolhas conscientes e valorizar aquilo que resiste ao tempo. Para as arquitetas, o verdadeiro luxo está no que permanece: materiais que envelhecem com dignidade e que atravessam gerações sem perder relevância. No ambiente, o pé-direito elevado amplia a sensação de liberdade e bem-estar, enquanto a madeira, presente no forro, e nos painéis das paredes, aquece o ambiente. Aparente, a estrutura do telhado reforça a honestidade construtiva, enquanto linho, pedra, couro e um grande tapete revelam uma arquitetura que merece ser experimentada pelos sentidos. A paleta cromática privilegia tons terrosos, beges e off-white, criando uma atmosfera serena e atemporal, ao passo que o mobiliário traduz maturidade em estética. O mobiliiário traz o sofá Argand, a cabeceira Maschio, a poltrona Coquile e o módulo e puff Baco.

Elaine Zanon e Claudia Machado
Inspiradas pela busca de bem-estar e pela valorização da experiência cotidiana, Elaine Zanon e Claudia Machado, do estúdio Arquitetare, reafirmam, neste projeto, que a verdadeira maturidade na arquitetura é construir espaços que permanecem significativos, revelando sua força na essência, e não na quantidade de elementos. Reflexo da experiência acumulada pelas profissionais na criação de ambientes que reúnem sofisticação e acolhimento, o projeto não apenas atende às necessidades práticas, mas também promove contemplação e pertencimento. O mobiliário escolhido foi o sofá Patong, a poltrona Zac, mesas como a componível Lang e a lateral Moh e a poltrona Eiru.

Guilherme Bez
Guilherme Bez parte da ideia de que maturidade é ousar com equilíbrio. Assim, seu espaço foi concebido como uma experiência sensorial, inspirado na superfície lunar e em sua materialidade moldada pelo tempo. Cada relevo é memória, cada textura é registro de transformação. Imperfeições são celebradas como expressão de autenticidade. Tudo nele convida à contemplação: o olhar feminino impresso na cortina sugerindo pausa, o poema em homenagem ao fundador da Artefacto, Albino Bacchi, oculto atrás de uma cortina translúcida. O mobiliário traz o sofá Papillon, a mesa de jantar Eclipse, as poltronas Ricci e as mesas Louise e Louise Plissê e as molduras Orbit e Aka.

Gustavo Scaramella
O ambiente Déco Privé, assinado por Gustavo Scaramella, é uma declaração de autenticidade. Com perfume art déco e mistura de épocas e estilos, o projeto não teme sobrepor camadas. As linhas retas da marcenaria funcionam como pano de fundo para obras de arte, mobiliário e objetos compondo uma atmosfera marcante. O jogo de cheios e vazios, texturas e cores imprime intensidade, sem recorrer a falsos neutros. Para o arquiteto, maturidade é autenticidade, ousadia, repertório e segurança. E Déco Privé reproduz essa visão em um espaço marcante, onde moda, arte e arquitetura se encontram para sugerir experiências. A iluminação é cênica e acolhedora, resolvida em grande parte com peças decorativas que criam uma atmosfera intimista e sofisticada. O mobiiliário escolhido foi a poltrona Moh, a estante Jeri, a mesa de centro Trieste, o buffet Kep e o sofá Direc.

Ivan Wodzinsky
Definições claras, diretas e conscientes. Um espaço residencial com dimensões reais, compatíveis com o mercado atual. O trabalho de Ivan Wodzinsky parte da ideia de que maturidade está nas experiências e no entendimento mais profundo das situações, tanto na vida pessoal quanto no exercício da profissão. Para Ivan, maturidade é continuar trabalhando com a mesma dedicação e entusiasmo dos 20 anos. E essa visão se torna perceptível em cada detalhe deste projeto. Camurça, madeira, couro e microtexturas criam uma atmosfera acolhedora, em tons de bege e marrom, enquanto a iluminação, intimista, divide o protagonismo com a luminosidade intensa das janelas do ambiente. Entre os destaques do mobiliário estão a coluna de jantar Turen, a poltrona Tanah giratória, a escrivaninha Moya e a poltrona Hobie. No living, o sofá Nocmii, a poltrona Tanah e o aparador Delray.

Jacy Ebrahim, Cymara Ebrahim Largura e Camila Ebrahim Largura
Chegar à 15ª participação na Mostra Artefacto Curitiba é, para as arquitetas Camila, Cymara e Jacy Ebrahim, um marco de maturidade e continuidade. E, para comemorar a data, nada melhor do que celebrar as raízes da marca por meio da presença simbólica de uma jabuticabeira: árvore que evoca memória e permanência. Assim, foi em torno dela, que o trio projetou um lugar de encontros. Um espaço integrado a uma área gourmet e a uma grande varanda, pensado para receber e reunir. E foi assim que nasceu o Café e Varanda. Um ambiente projetado para reconhecer raízes, preservar memórias e criar novas camadas de encontro e convivência. O mobiliário escolhido incluiu a poltrona Kamari, o banco Hara, a poltrona Indiana e a cadeira Molu.

Jayme Bernardo
Para Jayme Bernardo, a maturidade não tem hora marcada para chegar: é um estado de espírito que acaba sendo alcançado por todos, cedo ou tarde, mas sempre com enorme valor. No projeto Vida Plena, concebido pelo arquiteto para ocupar a vitrine, essa visão se materializa em um loft inspirado pela cidade eterna de Roma. Uma composição na qual painéis e cortinas setorizam o espaço, produzindo uma atmosfera, ao mesmo tempo, sofisticada e acolhedora. Enquanto a iluminação, pensada em camadas, coloca em destaque volumes e materiais, conferindo profundidade e dramaticidade ao conjunto. O mobiliário integra os módulos Opus e Baco, mesas de centro como a Tarakan e a Lux, a cama Capricórnio, as cômodas Ray e Greta e a Caixa Bar Pietra.

Jocymara Nicolau
Neste projeto, que leva a assinatura de Jocymara Nicolau, a maturidade é entendida como a capacidade de reconhecer o valor do essencial e transformar escolhas conscientes em espaços relevantes. Inspirada pela cultura nórdica, Jocymara valoriza o luxo silencioso: materiais naturais, conexão com a natureza e escolhas que transcendem tendências. Tal como ocorre no desenho neste loft, no qual a iluminação, desenvolvida por meio de automação, permite diferentes cenários que revelam camadas da arquitetura e transformam a percepção ao longo do tempo. A escolha do mobiliário incluiu o módulo Kadan, a coluna de jantar Mulligan, a mesa de centro Lamai, de mármore, a cama Zafra e a cadeira Etta.

Juliana Meda
Juliana Meda entende maturidade como respeito ao tempo, às pessoas e às escolhas. Uma ideia que se materializa em um lounge concebido para convivência e criação e onde arquitetura e relacionamento se entrelaçam de forma natural. Em síntese, um espaço de trabalho pensado para receber clientes, promover encontros e apresentar projetos, transformando a convivência em eixo central da composição. Concebida em camadas, a iluminação valoriza texturas e reflexos, tendo por base uma combinação de madeira, mármore, couro e tecidos naturais, em permanente diálogo com os tons de vinho e de verde que envolve o espaço. No coração do ambiente, uma ampla ilha de mármore dialoga com a mesa Arco. Ao redor desse núcleo, o sofá Geta, as poltronas Nyx e a chaise longue Harrison, além de mesas como Lena, Lux e Giocco e a escrivaninha Regia, acompanhada da poltrona Solis.

Larissa Galindo Arquitetura
Determinados espaços se limitam a abrigar, outros, a respirar. O Loft Equilíbrio, assinado pela arquiteta Larissa Galindo, nasce dessa intenção: ser um lugar para reunir, contemplar e permanecer. Em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, o ambiente propõe devolver ao corpo a calma e à mente o equilíbrio. Para a profissional, maturidade é ter segurança para propor aquilo em que realmente acreditamos. O Loft Equilíbrio surge como materialização dessa ideia: um espaço que não remete apenas ao tempo, mas sobre como escolhemos vivê-lo. Como fio condutor, a própria matéria: o linho, que ganha personalidade com o uso; o revestimento das paredes, que celebra as marcas do tempo em vez de tentar escondê-las; e as pedras, que carregam em sua origem milhares de anos de existência. Entre as escolhas, o sofá Blossom, a poltrona Zac, a coluna de jantar Tibau, a cadeira Batar, a mesa componível Paloh e os bancos Kalao e Kawe.

Lisiê Pissetti
Uma paleta de cores claras, enriquecida por texturas sobrepostas, criando uma sofisticação discreta, silenciosa, que não precisa de excessos para se afirmar. Uma iluminação pensada para ser parte da arquitetura: protagonista durante o dia, intimista à noite. Apresentando três atmosferas distintas – sala de jantar, living e refúgio – Permanência, ambiente assinado por Lissiè Pissetti, é exatamente isso: um convite a ficar, a contemplar e a transformar o cotidiano em legado. Afinal, para ela, a maturidade está em valorizar o que permanece. Nesse contexto, a natureza se torna igualmente presente. Fibras naturais, pedras e vegetação compõem uma narrativa sensorial que celebra o tempo como aliado da beleza. As escolhas foram o sofá Nouvel, a coluna de jantar Sabang, a poltrona Luisa, o buffet Anyer, com as mesas componíveis Biak e Kentar.

Luiz Mori Neto
Nas palavras do arquiteto Luiz Mori Neto, maturidade é olhar para trás. É reconhecer uma trajetória construída com disciplina e paixão. Mas, também olhar para frente e acreditar que os melhores projetos ainda estão por vir. Este escritório materializa essa filosofia: um ambiente que honra o passado, ousa nas cores e abre espaço para o futuro. Um espaço, a um só tempo clássico e contemporâneo, instalado em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, concebido sem a preocupação de ser arquitetonicamente correto. Mas, sim, a expressão genuína de um instante criativo. O mobiliário inclui a caixa bar Chet, a poltrona Armstrong, o cavalete Manuk, o puff Kallady, a cadeira Miarin, a mesa componível Kentar e o aparador Manui.

Priscilla Muller
Em Origem, projeto que engloba living, biblioteca e hall, Priscila Muller explora a maturidade como leveza e confiança. Para a arquiteta, amadurecer é aceitar que não temos controle sobre tudo e, ainda assim, viver com serenidade, reconhecendo quem somos e, principalmente, quem não somos. É também reconhecer os aprendizados ao longo da jornada, mas sabendo que nunca seremos completamente maduros. Reflexo dessas convicções, seu ambiente ousa nas escolhas, valoriza o silêncio e transforma o ato de habitar em uma experiência leve e altamente significativa. A cor terracota domina a paleta, trazendo calor e intensidade, enquanto a iluminação suave, e delicada, reforça o caráter acolhedor. O mobiliário taz o módulo e puff Pluma, as poltronas Calisto e Mios, as mesas de centro Pandia e Davis, além do banco Lucero.

Samara Barbosa
Em meio à velocidade e às urgências da vida contemporânea, Samara Barbosa apresenta um espaço criado para celebrar a convivência: o café servido sem pressa, a taça de vinho compartilhada, a conversa que se prolonga, o livro aberto sobre a mesa. Em Tempo de Encontro a maturidade se traduz na escolha de materiais que envelhecem com beleza, uma vez que, para a arquiteta, o importante é perceber que o tempo não tira valor das coisas; pelo contrário, ele revela aquilo que realmente importa. As escolhas foram o sofá Piero, as poltronas Harrison e Carrie e a caixa bar Pietra.

Suelen Parizotto Arquitetos
Há momentos na vida em que a maturidade se revela como liberdade de viver de acordo com nossos próprios valores, sem precisar da aprovação dos outros. Foi com base nessa visão que a arquiteta Suelen Parizotto concebeu o Living Raízes: um espaço criado para traduzir autenticidade e pertencimento, que presta uma homenagem às histórias que nos moldam e às memórias que nos acompanham. Com base em uma paleta de cores sóbria –, em tons de marrom, fendi e café – e materiais como madeira, couro e tecidos naturais para reforçar a ideia de permanência e essencialidade. O mobiliário traz o módulo Maddox, as poltronas Kan e Luna, mesas de apoio como a Fylla, Croma e Nambu e a mesa de centro Grid.

Talita Nogueira
Entre Tempos – espaço residencial híbrido que reúne living, quarto e jantar – criado pela arquiteta Talita Nogueira, é uma declaração sobre liberdade e desapego. Inspirado em referências artísticas locais, como o quadro da artista Ju Maia, o projeto celebra a história como patrimônio maior. É um espaço que aponta a maturidade como autonomia: reconhecer que nossa trajetória, com suas camadas e memórias, é o que nos torna verdadeiramente independentes. Reforçando a narrativa de que a construção de um ambiente não deve se limitar a tendências passageiras, mas sim, traduzir repertório e história, o mobiliário assume papel protagonista. As escolhas foram o sofá Eos, mesas como a Yego, Moon e Brass, a cabeceira Mira, o aparador Arco, a moldura Orbit, a mesa Shah, a cadeira Vimen e a poltrona Pol.

Viviane Loyola Arquitetos Associados
Para a arquiteta Viviane Loyola, a maturidade, traduzida na criação de espaços contemporâneos, está em compreender que a verdadeira sofisticação não está em perseguir o novo indistintamente. Mas, sim, aquilo que, de fato, permanece. Em criar espaços que acolhem, equilibram elegância e conforto e, acima de tudo, continuam fazendo sentido ao longo do tempo. Tal como neste refúgio integrado – com living, jantar e suíte –, que celebra a chegada da maturidade não como um marco cronológico, de passagem do tempo, mas como conquista de um olhar mais atento e consciente sobre a vida. O mobiliário traz o sofá São Paulo, as mesas de centro Ginza e Pandia, as mesas laterais Halston e Ginza e mesa de jantar Circa e, no dormitório, a cabeceira Piet, a cômoda Ray e a mesa de cabeceira Berge.

Wolfgang Schlögel /
No trabalho de Wolfgang Schlogel, maturidade significa respeito. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Essa visão se reflete em seus projetos paisagísticos, concebidos para valorizar o que já existe na natureza e, quando necessário, apenas complementar com sensibilidade. Em seu jardim – que reúne espelho d’água, vegetações diversas, deck em madeira, vasos, esculturas, além de um painel artístico em cerâmica –, rochas e tons terrosos reforçam a conexão com a natureza, enquanto o verde predomina como cor essencial. A iluminação, pontual e calma destaca elementos-chave, criando uma atmosfera serena e acolhedora, adaptada aos mais diversos momentos. Entre o mobiliário outdoor escolhido estão os módulos Zazah, poltronas como a Gap e mesas de centro como a Lextee, além da poltrona Calisto.





