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Arquiteto de Santa Catarina representa o Brasil na UIA

 

O arquiteto e urbanista Roberto Simon acaba de voltar de Seoul, onde participou da reunião do Conselho da União Internacional de Arquitetos (UIA), entre os dez delegados indicados pelo Brasil. “A arquitetura está mudando e não tem a ver apenas com o projeto, mas também com a gestão”. Esse foi o tema que norteou os trabalhos das comissões de Concurso, Educação e de Exercício Profissional. “Além de participar das discussões dos pontos de agenda, pude apresentar o andamento do Congresso Mundial RIO2020, tendo obtido sua aprovação sem restrições”, comemora Simon.

Titular da Studio Domo, de Florianópolis (SC), Roberto Simon assumiu como conselheiro titular da UIA pela primeira vez em 2002, em Berlim, permanecendo até 2008. Em 2014 foi reeleito para o cargo. Agora, é candidato oficial do IAB para mais três anos como representante das Américas na instituição que representa quase dois milhões de arquitetos em todo o mundo. As eleições serão realizadas em setembro, no Congresso Internacional da UIA, em Seoul.  Simon registra 15 anos de importante atuação na prática política da profissão, tendo sido presidente do IAB/SC, vice-presidente do IAB Nacional, Conselheiro no Confea, Diretor de Relações Internacionais da AsBEA Nacional, Conselheiro Federal do CAU e Ouvidor Geral do CAU.

Revista ÁREA – Por que participar da UIA?

Simon – A União Internacional de Arquitetos (UIA) foi fundada em 28 de junho de 1948, em  Lausanne (Suíça), para congregar os arquitetos de todo o mundo, independentemente de nacionalidade, raça, religião ou doutrina arquitetônica, e para federalizar suas organizações nacionais. Inicialmente, a UIA era formada por delegações de 27 países. Hoje, ela reagrupa organizações chaves em, aproximadamente, 130 países e representa, deste modo, quase dois milhões de arquitetos em todo o mundo. Paralelamente, com o desenvolvimento de grandes instituições intergovernamentais, com as quais ela mantém fortes relações, a UIA tornou-se uma experiente organização não governamental, uma incomparável rede profissional de arquitetos, com inúmeras entidades vinculadas e que agem em sintonia, tais como ONU, UNESCO, OMC, OIT, ICOMOS, UN-Habitat, Habitat, e por aí vai…

ÁREA – E o que pretende a UIA?

Simon – A meta da UIA é criar, entre os arquitetos, laços baseados na amizade, compreensão e estima mútua, possibilitar o confronto de ideias e conceitos, compartilhar experiências, ampliar seus conhecimentos e aprender com as diferenças de modo que possam melhor desempenhar seus papéis na melhoria das condições ambientais e habitacionais do homem.

Os principais objetivos da UIA são:

  • Unir os arquitetos do mundo de uma forma democrática;
  • Manter o livre intercâmbio entre arquitetos;
  • Representar arquitetos em níveis internacional e governamental;
  • Promover o talento criativo técnico e cultural dos arquitetos e os serviços que oferecem ao público;
  • Defender os direitos e condições dos arquitetos em qualquer país;
  • Garantir o desenvolvimento continuado dos métodos profissionais respeitando, ao mesmo tempo, as especificidades de diferentes comunidades;
  • Promover novas tecnologias e encorajar novas ideias e conceitos em projetos arquitetônicos;
  • Promover o intercâmbio multidisciplinar;
  • Auxiliar no desenvolvimento sustentável do meio ambiente construído;
  • Prover a assistência necessária para as estruturas profissionais de arquitetos em países em desenvolvimento;
  • Promover a educação arquitetônica e facilitar o intercâmbio entre arquitetos, estudantes e professores de arquitetura em todo o mundo;

Além, é claro, de trabalhar em standards definidores da prática profissional e do ensino no mundo.

ÁREA – Como a UIA é organizada para atender a tantos objetivos?

Simon – De forma a cumprir a missão que estabeleceu para si mesma, a UIA implantou uma hierarquia estrutural que permite a manutenção de contato permanente com profissionais e seus representantes e a gerência de suas relações a nível internacional de maneira colegiada e democrática. Esta estrutura consiste em:

  • AS SEÇÕES NACIONAIS – entidades mais representativas dos arquitetos em cada país;
  • A ASSEMBLEIA GERAL DA UIA – composta por 315 delegados de cada um dos países membros na proporção de seu tamanho, número de arquitetos e PIB. Nesta, em Seoul, o Brasil esteve representado por dez delegados indicados. Esses delegados decidem quem serão os Conselheiros, vice-presidentes, tesoureiro e secretário geral da UIA, totalizando 28 arquitetos, que representarão os quase dois milhões de arquitetos por um período de três anos.
  • O BUREAU DA UIA – é composto por oito membros, sendo um presidente e vice-presidentes, sendo um por continente: Américas, Europa, África, Ásia e Leste Europeu.
  • O CONSELHO DA UIA – é composto por 20 membros conselheiros, quatro por continente. E será nessa posição que disputarei uma das cadeiras, representando as Américas, do Uruguai ao Canadá, incluindo o Caribe.

A soma totaliza os 28 arquitetos que administrarão a entidade com sede em Paris, na França, além de administrar os grupos de trabalho e as comissões ordinárias e se relacionar com todas as entidades internacionais vinculadas. É uma dimensão bastante grande e de extrema importância na definição de parâmetros internacionais que atingem o planeta.

ÁREA – O Brasil participa da UIA desde a fundação da entidade. Quem foram os representantes brasileiros?

Simon – foram os seguintes arquitetos, nessa ordem, sem interrupção:

  1. Henrique Mindlin (SP)
  2. Flavio Azeredo da Silveira (SP)
  3. Fabio Penteado (SP)
  4. Miguel Alves Pereira (SP)
  5. Roberto Simon (SC)
  6. Nadia Somech (SP)
  7. Roberto Simon (SC)

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