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Sociedade é convidada a participar do projeto de revitalização de importante área central de Florianópolis

Por setembro 9, 2021No Comments

A revitalização do Parque Náutico Walter Lange, em Florianópolis, é o objetivo do Projeto REMAR, desenvolvido em parceria entre a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – Regional SC (AsBEA-SC), o Grupo de Pesquisa e Extensão VIA Estação Conhecimento da UFSC e o Movimento Floripa Sustentável.

RE de revitalização e MAR de Martinelli, Aldo Luz e Riachuelo, nomes dos clubes de remo da Capital. O objetivo é promover a transformação de toda a área ocupada pelos centenários clubes de remo no Centro da Capital, um dos poucos locais – se não o único – de onde se tem uma vista panorâmica da Ponte Hercílio Luz. O processo é dinâmico e quer envolver não só os usuários atuais do espaço, mas também toda a comunidade.

A sociedade está sendo convidada a participar dos workshops on-line que serão realizados nos dias 11, 12 e 18 de setembro. A intenção é gerar ideias de valorização para o parque. Os encontros contarão com times multidisciplinares como arquitetos, urbanistas, designers, engenheiros, paisagistas e especialistas em sustentabilidade, iluminação, sinalização e conforto, por exemplo. “Este é o momento de todos participarem. Não é uma ação específica para arquitetos, mas para a sociedade em geral. É ideal que as pessoas participem e tenham a sensação de pertencimento sobre o espaço que queremos construir”, ressalta o arquiteto Guilherme Takeda, Condutor de Charrette System pelo NCI em Portland e também idealizador do Congresso Brasileiro da Arquitetura da Felicidade.

Os workshops serão ancorados pela metodologia de charretes, que funciona a partir de um sistema colaborativo e de cocriação acelerado que baseia-se no conhecido design thinking, onde o desenvolvimento de produtos e serviços têm como foco as necessidades, desejos e limitações dos usuários. O resultado? Transformar as dificuldades e limitações em benefícios com valor agregado.  Por isso, no processo do REMAR, após a identificação do programa de necessidades de toda comunidade e usuários, segue-se uma segunda fase, onde ocorrerá o fechamento com a proposição de soluções e ideias, encontradas pelo grupo de voluntários inscritos no evento REMAR.

Para participar, basta preencher o cadastro no link https://forms.gle/CCGaWwgnD8gfZ4fU6.

As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas.

 

Resgate da relação com o mar

“Além da reestruturação das sedes dos clubes, que fazem parte da história de Florianópolis, o projeto pretende também beneficiar o entorno, inclusive, com a possibilidade de criação de uma passarela que conecte a área ao Centro, atualmente, isolada pelo sistema viário”, pontua Ronaldo Martins, presidente da AsBEA SC.

A pretensão é aumentar o potencial deste lugar, hoje pouco valorizado. “Com esta revitalização queremos fazer um resgate do esporte náutico e ampliar a inclusão por meio dos projetos sociais que os clubes já tocam, mas com dificuldade. Eles precisam de sustentabilidade”, reforçou Zena Becker, coordenadora do Floripa Sustentável.

O trabalho começou no início de agosto, com visitas pontuais para reconhecimento do local e reuniões virtuais para alinhar o plano de ação. Na sequência, no sábado, dia 14 de agosto, ocorreu o primeiro encontro presencial no parque, localizado ao lado da rodoviária da Capital, para apresentar os pormenores do projeto e a dinâmica prevista para os workshops.

Seguindo todos os protocolos de segurança participaram do evento diretores dos clubes de remo, atletas, arquitetos, estudantes de arquitetura e demais interessados. A Prefeitura Municipal de Florianópolis esteve representada pelo vice-prefeito Topázio Silveira Neto e pela diretoria do IPUF, com a presença das arquitetas Cibele Assmann Lorenzi e Tatiana Filomeno. “Esta união, esta conexão entre poder público e privado é muito importante para a construção e o desenvolvimento  da cidade”, destacou o vice-prefeito. Segundo Cibele, diretora de Planejamento do IPUF, é um momento singular pensar um espaço urbano onde os maiores interessados são ouvidos – no caso a sociedade civil – que são aqueles que vivenciam, vivem o problema. “Nós somos parceiros, ajudando com as diretrizes urbanas balizadoras deste projeto”, pontuou.

Na oportunidade, o arquiteto Nelson Teixeira Netto, a convite da AsBEA SC, ainda compartilhou exemplos de espaços urbanos pelo mundo à borda d´água. Na opinião dele, Floripa perdeu a essência da sua relação com o mar. “Com iniciativas criativas é possível voltar a criar esta conexão da cidade com o mar, na sua escala, ocupando a borda d´água com pequenos suportes que priorizem os pedestres e os barcos”, enfatizou.

“Muitas pessoas não sabem, mas o antigo farol de entrada da cidade fica aqui dentro do Parque Náutico, onde estão abrigados os galpões dos clubes de remo, hoje esquecidos. Com certeza este projeto é uma forma de nos integrar de novo à cidade”, declarou André Arthur Dutra, presidente da Federação de Remo do Estado de Santa Catarina.

 

 

Fotos: DiagramArchFilm / Divulgação AsBEA/SC

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