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Exposição “Mais Humano: Arte no Brasil de 1850-1930” marca inauguração de centro de arte e educação em Florianópolis

Por agosto 2, 2022agosto 3rd, 2022No Comments

Florianópolis acaba de ganhar um espaço que promete mudar o panorama institucional de artes visuais da capital catarinense. No dia 30 de julho, foi inaugurado o Instituto Collaço Paulo – Centro de Arte e Educação com a exposição “Mais Humano: Arte no Brasil de 1850-1930”, assinada pela curadora-chefe Francine Goudel. Aberta até janeiro de 2023, a mostra pode ser visitada de segunda a sábado, entre 13h30 e 18h30. A entrada é gratuita. O Instituto está localizado na avenida Desembargador Pedro Silva, 2.568, no bairro Coqueiros.

Entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 2022, além de salvaguardar a Coleção Collaço Paulo, de Jeanine e Marcelo Collaço Paulo, o Instituto quer promover a arte e a cultura por meio de programas de cunho educativo. O casal dedica-se, há cerca de 40 anos, à aquisição e conservação de um acervo que se concentra na representatividade dos artistas brasileiros do século 19 e dos catarinenses do século 20, abrangendo trabalhos de distintos períodos históricos, diferentes escolas, movimentos e estilos.

O cenário pandêmico e o isolamento social ajudam a clarificar o desejo de difusão do acervo com a criação de um espaço para realizar exposições e desenvolver ações educativas voltadas para as crianças com ênfase ao conhecimento das artes visuais e do colecionismo, entre outros temas. A instituição se compromete com a tarefa de conservação e difusão das obras que se conecta à história da arte brasileira e da memória de Santa Catarina. O planejamento de atividades prevê exposições, ações educativas, palestras, ciclos de debates, cursos, grupo de estudos, um clube de colecionadores, encontros e parcerias com o bairro e à cidade. O acesso à programação se dará de forma on-line, em suas plataformas e redes sociais, e de forma física, em sua sede ou por meio de parcerias com outras instituições e espaços expositivos.

Em ambiente receptivo, a sede dispõe de espaço para exposições e um núcleo educativo. Para além das mostras, planeja ações que estimulem a reflexão, a vivência e o conhecimento. Como principal função, dedica-se a construir caminhos que têm por base a arte, a cultura e a convicção de que a possibilidade de entendimento do passado e do presente fortalece a ideia e o desejo de ressignificação do futuro.

 

Mostra Mais Humano (Foto NProduções)

 

Exposição inaugural

A exposição “Mais Humano: Arte no Brasil de 185-1930” reúne aproximadamente 70 telas e duas esculturas de mais de 30 artistas brasileiros e estrangeiros radicados ou com produção no país, oriundas das concepções acadêmicas de arte e do princípio das ideações do modernismo no Brasil.  A mostra, assinada por Francine Goudel, curadora-chefe do Instituto Collaço Paulo – Centro de Arte e Educação, apresenta uma seleção de obras que representa um pequeno recorte da Coleção Collaço Paulo e busca fazer as pazes com as possíveis abordagens do século 19 e início do 20, que compreende o contexto da criação, mas, também e sobretudo, destaca a importância de olhar a obra na vertente dos estudos recentes da história da arte.

Em cinco eixos de exploração, os núcleos “Personas & Personagens” “Alegorias do Sensível – Nueza e Nudez”, “Demorar no Horizonte”, “Costumário” e “Ainda-vive” convidam a olhar com atenção para aprender sobre a complexidade da obra com base nos gêneros (retrato, nu, paisagem, cenas de costume e natureza-morta). “Importante pensar que possivelmente é o primeiro contato de um certo público com esse acervo. Tratam-se de obras pautadas pela história, pois diferente de uma mostra contemporânea, requer um contexto, um pouco de chão e reforço para poder gerar novas leituras”, diz Francine, doutora em artes visuais – teoria e história, pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), mestre em estudos avançados em história da arte pela Universidade de Barcelona (UB), Espanha, pós-graduada em gestão cultural pela Universidade Nacional de Córdoba (UNC), Argentina, e graduada em educação artística – artes plásticas pela Udesc  Para isso, ela conta com o conhecimento da museóloga Cristina Maria Dalla Nora, a coordenação educativa de Joana Amarante e a montagem de Flávio Xanxa Brunetto.

Do conjunto ao detalhe, a mostra traz a melhor qualidade, pintura por excelência, capaz de provocar impacto naquele que vê pela primeira vez. Aos especializados, do gênero à potência das descobertas de uma atenta observação, um mundo que se abre para pensar no entre séculos, no humano e nas representações de artistas que só agora à luz da Semana de Arte Moderna de 1922 ganham reconhecimento por suas tentativas de rupturas com os cânones da tradição.

Neste contexto, na amplitude das abrangências do acervo, tanto no cenário de produção local como internacional, a curadoria detém o papel de propor meios de interlocução para garantir o acesso aos bens culturais constituintes da coleção, o cerne das proposições de arte e educação. Pilar das ações, a curadoria projeta o caráter educativo da instituição, possibilita a fruição dos objetos artísticos, instrumentaliza pensamentos e elabora um substrato pelo qual se pode transitar, imaginar e interrogar mundos possíveis.

Bruggemann – Vista de desterro, séc19 (Foto CR2 Divulgação)

 

Artistas integrantes da exposição Mais Humano: Arte no Brasil de 185-1930

Almeida Júnior (1850-1899), Angelo Cantù (1881-1955), Antônio Ferrigno (1863-1940), Antônio Parreiras (1860-1937), Arthur Timótheo da Costa (1882- 1922), Aurélio de Figueiredo (1854-1916), Baptista da Costa (1865-1926), Belmiro de Almeida (1858-1935), Bruggemann (1825–1894), Castagneto (1862-1905), Décio Villares (1851-1931), De Martino (1838-1912), Eduardo Dias (1872–1945), Eliseu Visconti (1866-1944), Estêvão Silva (1844-1891), Garcia Bento (1897-1929),Garcia Y Vázquez (1859-1912), Georgina de Albuquerque (1885-1962), Joseph Léon Righini (1820-1884), Hélios Seelinger (1878-1965), Henrique Bernardelli (1862-1831), João Timótheo da Costa (1879-1932), Leopoldo e Silva (1879-1948), Marques Júnior (1887-1960), Modesto Brocos (1852-1936), Pedro Américo (1843-1905), Pedro Perez (1850-1923), Rafael Frederico (1865-1934), Rodolfo Amoedo (1857-1941), Rodolfo Bernardelli (1852-193 1), Sebastião Vieira Fernandes (1866-1943), Telles Júnior (1851-1914), Victor Meirelles (1832-1903) e Weingartner (1853-1929)

 

SERVIÇO

O quê: Instituto Collaço Paulo – Centro de Arte e Cultura, exposição “Mais Humano: Arte no Brasil de 1850-1930”
Quando: até 21 de janeiro de 2023, segunda a sábado, 13h30 às 18h30
Onde: Rua Desembargador Pedro Silva, 2.568, bairro Coqueiros, Florianópolis (SC)
Quanto: Gratuito

 

 

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