Estão abertas as inscrições para o Prêmio Somos Cidade 2026, iniciativa que reconhece, valoriza e divulga projetos e iniciativas capazes de contribuir para cidades melhores para as pessoas. Desde 2022, o prêmio vem destacando iniciativas de diferentes regiões do Brasil.
As inscrições podem ser realizadas até 15 de setembro de 2026, em três categorias: Edifício do Ano, Paisagem Urbana e Educação Urbanística. Promovido pelo Movimento Somos Cidade e pela MATX, o prêmio chega à edição de 2026 consolidando uma proposta que vai além do reconhecimento de bons projetos: identificar e dar visibilidade a referências que possam contribuir para elevar a qualidade da arquitetura, do urbanismo e do desenvolvimento imobiliário brasileiro.
Ao reconhecer bons exemplos, o Prêmio Somos Cidade busca também estimular uma mudança de cultura no desenvolvimento das cidades brasileiras. “A iniciativa parte do entendimento de que edifícios, empreendimentos, espaços públicos e intervenções urbanas possuem responsabilidade sobre o ambiente que ajudam a construir. Dessa forma, aspectos como qualidade dos espaços públicos, convivência, experiência do pedestre, integração urbana, inovação e bem-estar passam a ocupar posição central na avaliação dos projetos”, destaca Felipe Cavalcante, coordenador do Movimento Somos Cidade, fundador e presidente de honra da ADIT Brasil, a Associação para o Desenvolvimento Turístico e Imobiliário do Brasil.
Três perspectivas sobre a construção de cidades melhores
A categoria Edifício do Ano reconhece empreendimentos residenciais e comerciais que se destacam pela arquitetura, inovação, qualidade estética e, principalmente, pela contribuição positiva ao ambiente urbano. A proposta é valorizar edifícios que não sejam pensados apenas da fachada para dentro, mas que estabeleçam uma relação qualificada com a rua e com a cidade. Entre os critérios de avaliação estão a contribuição para o ambiente urbano, a originalidade e inovação e a estética e plasticidade da fachada. Podem participar edifícios concluídos, com Habite-se emitido há no máximo três anos, inscritos por incorporadoras ou escritórios de arquitetura.
Já a categoria Paisagem Urbana é dedicada a projetos que transformam espaços públicos em ambientes mais bonitos, funcionais, confortáveis, atrativos e acolhedores. Podem ser inscritos espaços públicos concluídos e já abertos ao uso, apresentados por incorporadoras, órgãos públicos e arquitetos. Os projetos são avaliados considerando estética e impacto visual, funcionalidade e conforto, além de inovação e criatividade.
A terceira categoria, Educação Urbanística, reconhece jornalistas e produtores de conteúdo que contribuam para disseminar conhecimento sobre urbanismo e aproximar a discussão sobre cidades da sociedade. Podem participar conteúdos escritos ou em vídeo, veiculados tanto em meios tradicionais quanto em plataformas digitais. São considerados critérios como ineditismo do assunto, repercussão e alcance, densidade do conteúdo e capacidade de comunicar conceitos de urbanismo ao público.
Cada um dos três vencedores da categoria receberá R$ 3.500, além de certificado e troféu. A cerimônia de premiação será realizada no dia 29 de outubro, durante o COMPLAN 2026, evento promovido pela ADIT Brasil no ExpoCentro em Balneário Camboriú (SC).
Um júri multidisciplinar
Os projetos serão avaliados por um conselho independente formado por 11 profissionais de referência nacional, reunindo diferentes perspectivas sobre arquitetura, urbanismo, mercado imobiliário, gestão pública, academia e comunicação. Integram o júri nomes como Adam Kurdahl, sócio-fundador da SPOL Architects; Cláudio Bernardes, ex-presidente do Secovi-SP; Eduardo Aroeira, presidente da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção; Felipe Cavalcante, fundador do Movimento Somos Cidade; Gabriela Tenório, professora da FAU/UnB; Ivanna Tomasi, secretária de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis; Luciana Fonseca, diretora do Instituto Cidades Responsivas; Marcelo Willer, sócio da Artesano Urbanismo; Peixoto Accyoli, presidente e CEO da RE/MAX Brasil; Ronaldo Martins, presidente da AsBEA Brasil; e Sérgio Villas Bôas, presidente da ADIT Brasil.
A diversidade do corpo de jurados reforça um dos princípios do prêmio: avaliar os projetos não apenas sob a perspectiva estética, mas considerando sua capacidade de gerar impacto positivo sobre a cidade e a vida das pessoas.
Como participar
Os interessados devem escolher uma das três categorias e realizar o pagamento da inscrição. Após a confirmação, recebem o formulário para cadastramento e envio do projeto e dos materiais necessários para avaliação. Os projetos devem ser apresentados em um único arquivo PDF e podem incluir até oito imagens em alta resolução.
As inscrições permanecem abertas até 15 de setembro de 2026. Empresas que realizarem uma segunda inscrição têm 20% de desconto nessa inscrição.
Mais informações, regulamentos e inscrições estão disponíveis no site oficial do Prêmio Somos Cidade: www.premiosomoscidade.com.br.
Sobre o Movimento Somos Cidade
Idealizado por Felipe Cavalcante, o Movimento Somos Cidade foi criado em 2020 por alguns dos maiores desenvolvedores urbanos do país. para a disseminação da cultura das melhores práticas no setor. E nasceu a partir da necessidade desses desenvolvedores urbanos de trocarem experiência e melhores práticas entre si, compartilhando suas visões e valores, para a qualificação do mercado como um todo.
O Movimento Somos Cidade reúne pessoas e empresas comprometidas com a transformação das cidades e com a melhoria da qualidade de vida de quem vive nelas. Sua atuação parte da defesa de um urbanismo voltado às pessoas, com cidades mais caminháveis, vibrantes, sustentáveis, diversas e capazes de aproximar moradia, trabalho, lazer e educação. O movimento também valoriza o espaço público, a escala humana e a aplicação prática das melhores referências do urbanismo e da arquitetura contemporâneos.
Um dos principais objetivos do Movimento Somos Cidade é ampliar a educação urbanística no Brasil e contribuir para uma mudança de mentalidade entre sociedade, empresários, academia e gestores públicos. O movimento defende ainda o papel relevante do setor privado na construção de cidades melhores e acredita que o urbanismo de qualidade, além de gerar bem estar, pode criar valor econômico, tornar os lugares mais desejados e contribuir para um desenvolvimento urbano mais qualificado.
Passeio Sapiens
Nas fotos a seguir, o projeto Passeio Sapiens, da Hurbana Empreendimentos Imobiliários e Lagos Centrais Empreendimentos SA, em Florianópolis (SC), premiado na categoria Paisagem Urbana da edição 2025 do Prêmio Somos Cidade. Projeto de arquitetura paisagística da JA 8 Arquitetura Viva, projeto de arquitetura da MOS Arquitetos Associados e projeto de interiores da MarchettiBonetti + Arquitetos. O complexo multiúso foi inaugurado em 2024, no Norte da Ilha de Santa Catarina, integrando negócios, gastronomia e entretenimento em um grande centro de convivência a céu aberto na Capital, a partir da renovação do antigo edifício da Softplan, projetado pela MOS. A criação do Passeio Sapiens promoveu a renovação do Sapiens Parque, parque tecnológico criado pelo Governo do Estado há duas décadas, com vocação para distrito de inovação.

Fotos: Peretti Media House | Divulgação Passeio Sapiens
CAP. 1 Três Figueiras
O Cap. 1 Três Figueiras, projetado pela OSPA Architecture, também está entre os projetos vencedores do Prêmio Somos Cidade 2025, na categoria Edifício do Ano. O empreendimento, projetado para a ABF Developments, propõe o conceito de casas suspensas. Como premissa do projeto, todas as unidades são dispostas de frente, garantindo as orientações leste e oeste, além de visuais para a notável Figueira, árvore que dá nome ao bairro: Três Figueiras, em Porto Alegre (RS), onde está localizado o empreendimento. A volumetria do projeto é fruto da ideia de seguir o padrão geométrico do entorno: os quatro lotes existentes são base para quatro blocos, cada qual com quatro apartamentos escalonados. Tal escalonamento não é formalista: a edição do prisma original reduz o impacto da edificação na região, afastando-a da via pública a cada pavimento, além de acompanhar a topografia original do terreno e gerar terraços privativos com piscinas lineares. Entre os pavimentos, ora a frente do apartamento é paralela à via em frente, ora perpendicular à divisa lateral, criando dinamismo para os volumes.
O Cap 1. Três Figueiras também conquistou o iF Design Award 2025 na categoria Residential Architecture.






