No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, destacamos a campanha produzida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) alusiva à data. Após lançar um manifesto no dia 2 de março, a instituição segue com uma série de publicações durante todo o mês para dar voz a mulheres que decidiram compartilhar suas experiências sobre o enfrentamento à violência, machismo, silenciamento, mas também sobre resistência e superação.
A série de relatos foi inaugurada no dia 6 de março por Mônica Fittipaldi compartilhou sua experiência ao viver um relacionamento abusivo de sete anos com um homem. Mônica é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES/ ES), mestre em desenvolvimento regional e meio ambiente pela rede PRODEMA – UESC/BA, sócia administrativa da MF Arquitetura. Com 30 anos de experiência profissional, já passou por empresas, pelo setor público e ensino superior. Os relatos podem ser acompanhados nos canais de comunicação do CAU/BR.
“Quando mulheres compartilham suas trajetórias de superação, elas ajudam a transformar o ambiente em que vivem e inspiram mudanças necessárias para toda a sociedade”, afirma a presidente do CAU/BR, Patrícia Sarquis Herden. Ela explica que a proposta da campanha é fortalecer uma cultura de equidade e respeito.
As publicações também buscam refletir sobre o papel das instituições na construção de ambientes profissionais éticos e inclusivos. Ao reunir diferentes trajetórias e perspectivas, o Conselho pretende ampliar o debate e reforçar que o respeito às mulheres deve ser garantido por políticas, normas e práticas institucionais efetivas.
A conselheira federal Josemée Lima (AL), coordenadora da Comissão de Políticas Afirmativas do CAU/BR (CPA-CAU/BR), destaca que, apesar de conquistas pontuais, ainda há muito a ser feito, inclusive no âmbito da arquitetura e urbanismo. “Os dados indicam que, embora a maioria dos profissionais do mercado sejam mulheres, elas ainda não recebem o mesmo reconhecimento profissional em comparação aos homens. Nosso trabalho é promover a construção de um ambiente mais justo e igualitário”, pontua a conselheira.
Manifesto CAU/BR
Confira, a seguir, o manifesto na íntegra: Respeito não é favor
Ser mulher no Brasil ainda significa enfrentar assédio, deslegitimação técnica, violência simbólica e desigualdades que atravessam gênero, raça, idade, maternidade e território.
Essas experiências não são exceção. São estruturais.
Ao longo deste mês, o CAU/BR dá voz a arquitetas e urbanistas que decidiram compartilhar suas experiências sobre o enfrentamento à violência, machismo, silenciamento, mas também sobre resistência e superação.
O respeito às mulheres não pode depender apenas de força individual.
Ele precisa ser garantido por ética, normas, fiscalização e políticas profissionais.
Sem respeito, não há igualdade.

Imagem: Ascom | CAU/BR





