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Debates sobre direito à cidade, vazios habitados e paisagem urbana integram a programação da Paralela Arquitetura e Artes

Por setembro 11, 2018 Sem comentários

‘O que te constitui?’. Esta é a temática central da segunda edição do circuito Paralela Arquitetura e Artes, que integrará intervenções, oficinas e conversas em diversos pontos de Florianópolis (SC), de 14 a 22 setembro. A programação, gratuita, é alusiva ao 30º aniversário da Constituição Federal, e propõe uma reflexão sobre os direitos que deveriam ser garantidos a todos os cidadãos.

Na programação, estão previstas 33 ações, entre oficinas, intervenções, exibições de filmes, teatro de rua, dança, música, performance, bate-papos, cursos,caminhadas guiadas e exposições. Dentre elas, o público poderá refletir sobre os vazios habitados em Florianópolis, considerando a grande quantidade de imóveis vagos, particulares e públicos na cidade; sobre o que constitui os arquitetos e urbanistas na contemporaneidade; sobre as cidades do amanhã; sobre o direito à cidade; sobre sermos parte da paisagem: intervenção urbana, cidade e memória; e sobre o que compõe a paisagem urbana, em uma retrospectiva crítica da arquitetura implantada no centro da capital catarinense nas últimas três décadas.

O público poderá, também, refletir sobre a luta indígena em um cinema itinerante ou compreender o descaso como são tratadas as pessoas em situação de rua em um teatro-denúncia. Também será possível participar da criação de uma pracinha para crianças ou aprender a usar o rap para se manifestar, “dançar” direitos em um diálogo com arquitetura ou participar de um quiz em praça pública. Os participantes da edição 2018 passaram por uma seleção da curadoria da Paralela, após um chamamento público via carta convite ou por meio de parcerias.

Sobre a Paralela

O evento foi contemplado pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de 2017. “Queremos aquecer o debate de questões de cidadania, direitos e as implicações da Carta Magna em nosso cotidiano, nossos corpos e nossa cidade”, explica o arquiteto Lucas Reitz,  organizador do evento ao lado da advogada Ana Luiza da Rosa, da jornalista Mriana de Ávila, do artista visual Nestor Júnior, das arquitetas Laura Rotter, Louise Serraglio e do trio de arquitetas Camilla Ghisleni, Gabriela Favero e Julia Faveri, do Bloco B Arquitetura.

Sem cunho político-partidário, o evento é uma ampliação do projeto desenvolvido na primeira edição, em 2016, chamado “Paralela: Além de Gaudí, Aqui”, que contou com 13 ações em diferentes pontos de cidade, entre os meses de setembro e outubro, em paralelo à exposição “Gaudí, Barcelona 1900”, realizada no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC). A intenção foi mostrar que a produção artística e arquitetônica catarinense era tão “fantástica” quanto a do espanhol. O primeiro circuito atingiu cerca de 2 mil pessoas, com exposições, intervenções, visitas guiadas, debates e oficinas.

Intervenções

  • 227 De (s) Amor Tecendo: brincando no espaço público, por Celia Regina da Silva

  • A saga em busca de um banho – pelo direito a ter direitos, por Carolina Pommer e Movimento Nacional da População de Rua (MNPR/SC)

  • 23º Debate Público (nome artístico) / Jogo Ágora (nome completo), por ERRO Grupo

  • Retratos da constituição brasileira, por Fernanda V. Mello e Diogo G. Andrade

  • PILARES, por helicoidal

  • Show da Constituição, por Nathalie Soler e Lucas Feitosa

  • CineKombi Murundu, por Naiara Alice Bertoli

  • Vazios habitados, por Camila Barbosa de Amorim e Eduardo Ferreira Lima

  • Sintomas, por Grupo NÓs Passarinhas

  • Constituintes Urbanos – três décadas de arquitetura no centro de Florianópolis, por Sandro Clemes

  • Somos parte da paisagem: intervenção urbana, cidade e memória, por Camila Petersen e Fábio Yokomizo

  • Caminhada pelo Direito à Cidade: Art. 182 da CF “passo a passo”, por Caminhada Jane Jacobs Floripa

  • Eu que não sou nada, nada além de uma gota de ilusão em um oceano de realidade, por Adson Loth e Camila Claudino.

  • Cine MeioFio exibe Domínio Público (Paebirú Realizações Cultivadas), por ETC

  • COLETIVO VERTICAL apresenta: AÇÃO CRIATIVA 1º ato, por Grupo Coletivo Vertical

  • Traços que nos constituem: o desenho da cidade, por Alisson Lima Morais

  • Onde está Desterro? por Júlia Albertoni

  • Themis 1 – altar, por Sarah Pusch

  • Meu corpo, minha constituição (ciclo Terapêuticx), por Heloísa Lazaretti Fernandes

  • Cineclube Ó Lhó Lhó exibe: “Os jovens e a diversidade”, por Coordenadoria de Atividades Artísticas e NEPE – Direitos Humanos, IFSC

Oficinas

  • Colazine Mulheres Artistas, por Vanessa Neuber

  • Caminhando e Cantando – A consciência de direitos em prosa e versos, por Isaac Garcia Ribeiro e Luciano de Azambuja

  • Composições criativas em dança: diálogos entre a Constituição Brasileira e a técnica Viewpoints, por Hanna Luiza Feltrin Pereira

  • A Rua Demanda: Poesia Livre, por Ayvu Marx / Everton Lampe

  • Tabacas de papelão (ciclo Terapêuticx), por Heloísa Lazaretti Fernandes

  • Das possibilidades do vir ser: o que constitui o/a arquiteto/a urbanista na contemporaneidade?, por Elaine Nascimento e Flávia Martini Ramos

  • Oficina Pública de Perguntas, por coletivo Grupo de Estudos em Processos Curatoriais e Simone Bobsin

  • Direitos culturais: como exercê-los a partir do direito autoral?, por Guilherme Coutinho Silva

Conversas

  • Abertura Paralela: O que te constitui?, por Paralela Arquitetura e Artes

  • Conversas Urbanas – produzindo as cidades do amanhã, por URBE ateliê de arquitetura

  • Conversas Paralelas: Saúde e cidadania, por Gustavo Machado

  • Não me formei, e agora?(ciclo Terapêuticx), por Heloísa Lazaretti Fernandes

  • Foro íntimo (ciclo Terapêuticx), por Heloísa Lazaretti Fernandes

As atividades ocorrem tanto em espaços públicos como em privados, com ações na região central da cidade, no Norte e no Sul da Ilha, bem como no Continente. Clique aqui e confira a programação completa.

 

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