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“Inovar é uma premissa básica para qualquer segmento de mercado”, diz presidente da AsBEA Paraná

Por junho 17, 2017 Sem comentários

O modelo das startups e a abertura à cocriação foram temas em destaque na Convenção Nacional da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), na opinião do arquiteto e urbanista Keiro Yamawaki, presidente da AsBEA Paraná. O evento foi realizado na última semana, em Minas Gerais, e reuniu em torno de 100 profissionais de todo o país sob o tema “Dimensões da Inovação”. A programação incluiu palestras e debates no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, e encerrou com uma visita a Inhotim, que abriga o maior centro de arte contemporânea a céu aberto da América Latina.

Confira o depoimento de Keiro, na íntegra.

“A CONVENÇÃO nacional da AsBEA reforça o caráter estratégico da atuação e união das associações regionais e em prol da evolução da arquitetura no país, reafirmando os princípios profissionais. O tema desta edição veio ao encontro deste objetivo e especialmente alinhado com este novo momento em que vivemos, em que inovar é uma premissa básica para qualquer segmento de mercado.

Neste sentido, as palestras foram bem elucidativas, trazendo  contextos mais amplos de onde nossa atuação pode evoluir. Cito, como exemplo, a  fala do jornalistas da Folha de São Paulo, Raul Juste Lores, que desafiou os arquitetos a ‘deixarem de lado’ a  linguagem  técnica  e se aproximarem do grande público, com uma abordagem mais objetiva e didática. Segundo ele, este é um dos motivos do desinteresse da população pela arquitetura, considerada ainda uma atividade elitista.

Entre as temáticas relevantes, destaco também as palestras sobre a necessidade dos profissionais de arquitetura estarem abertos para a cocriação, atuando de forma sinérgica com profissionais de outras áreas,  tais como designers, profissionais de branding e profissionais de comunicação, bem como os avanços da  neurociência, estudos intrinsecamente  ligados à arquitetura, uma vez que comprovam cientificamente a percepção dos usuários em determinados ambientes, o que impacta na funcionalidade dos projetos. A busca de uma arquitetura pensada e desenhada para um objetivo específico.

No campo do empreendedorismo, a palestra sobre os modelos de startups, deixou claro que é preciso avançar em gestão e automação de processos, bem como na forma de pensar  o desenvolvimento da arquitetura e sua interface com a tecnologia. Ou seja, “pensar fora da caixa”, buscando sempre uma perspectiva diferente.

Por último, o evento teve um diferencial por conta do local escolhido. A proposta sensorial e estética de Inhotim, com arte contemporânea a céu aberto, a ‘Disneylândia’ da arquitetura , do paisagismo e do urbanismo, inspirou muita gente, gerando um clima de confraternização muito interessante”.

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