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Concurso de arquitetura: oportunidade para apresentar projetos ao mercado

Por maio 15, 2018 Sem comentários

Nunca pense inicialmente no prêmio. Participe quando os temas são instigantes“. A afirmação é do arquiteto e urbanista Carlos Alberto Barbosa e Souza, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), de Santa Catarina. Com larga experiência como jurado de concursos técnicos do setor, ele destaca, na entrevista a seguir, a importância dos concursos destas iniciativas como vitrines para jovens arquitetos e designers. Atualmente, Carlos Alberto integra o júri do concurso Top 100 Kaza na Grande Florianópolis, organizado pelo Shopping Casa & Design, dirigido a arquitetos, designers de interiores e decoradores. O prazo para inscrição  e entrega dos projetos encerra no dia 31 de maio.

“Os concursos são ferramentas que estimulam ao máximo a criação, pois geralmente não estabelecem limites à criatividade e a inovação. São uma oportunidade para os jovens profissionais marcarem presença com suas ideias e conceitos”  – prof. Carlos Barbosa/Univali

 

Pensando nos jovens profissionais e escritórios que ainda não possuem um variado portfólio, quais suas dicas para que estes profissionais possam aproveitar os concursos para se destacarem no mercado?

Prof. Carlos Barbosa – Primeiro, recomendo que os jovens profissionais fiquem atentos aos editais de concurso e se cadastrem em sites que constantemente atualizam as oportunidades nesta área (como o site Concursos de Projeto). Também recomendo aos jovens que se associem a profissionais mais experientes e multidisciplinares. Os concursos, atualmente, são muito exigentes e a falta de experiência pode desclassificar uma equipe em suas primeiras tentativas.

Como estimular os profissionais da área a serem cada vez mais autorais? 

Prof. Carlos Barbosa – Penso que cada profissional, quando termina sua formação acadêmica, já se identifica com alguns estilos, tendências e autores da área. Uma formação continuada, com cursos de aperfeiçoamento, especialização e mesmo mestrados e doutorados podem proporcionar contato e discussões com outros profissionais que podem serão enriquecedoras. Do mesmo modo, os concursos são ferramentas que estimulam ao máximo a criação, pois, geralmente, não estabelecem limites à criatividade e a inovação. São uma oportunidade importante dos jovens profissionais de marcar presença com suas ideias e conceitos.

Como jurado, como você avalia os projetos? Além da questão técnica que os editais/regulamentos exigem, o que é mais importante para você: originalidade, fidelidade ao conceito original, novas técnicas? 

Prof. Carlos Barbosa – Qualquer tipo de avaliação é difícil e de muita responsabilidade para um jurado, principalmente quando se trata de projetos de arquitetura, design ou design de interiores. Por mais técnico que seja o edital do concurso, alguns fatores são subjetivos como criatividade, estética, plástica, beleza etc. Inicialmente, verifico se todos os concorrentes cumprem os quesitos do edital, pois estes são critérios que desclassificam um participante quando não são cumpridos. Posteriormente, os conceitos apresentados de originalidade, plasticidade, composição e inovações tecnológicas servem de norte na hora da avaliação final.

Observando o nível de produção no Brasil e em outros países, como você avalia os projetos feitos aqui em Santa Catarina?

Prof. Carlos Barbosa – Tenho acompanhado como professor, arquiteto e urbanista e como membro de comissão julgadora de alguns concursos a qualidade da produção de espaços dos profissionais nas várias regiões de Santa Catarina. Com o acesso rápido a informação, novos produtos e tecnologias que o mundo globalizado proporciona não ficamos nada atrás do resto do país e do mundo. Há uma produção relativamente expressiva e arquitetura, design e ambientação de interiores no litoral catarinense. Temos fácil contato com os lançamentos e com os fornecedores através do grande número de lojas especializadas que já existem no estado. Ainda podemos avançar em novos conceitos de espacialidade como: cidades mais compactas, espaços mais plurais e de uso da cidade, mais inovação e menos desperdício.

O que os profissionais devem levar em consideração na hora de inscrever um projeto?

Prof. Carlos Barbosa – Nunca pensar no prêmio inicialmente. Procure participar de concursos cujos temas são instigantes e interessantes para você. Quando a participação é feita por estes critérios o envolvimento e os resultados são sempre surpreendentes.

 

Sobre o prêmio Top 100 Grande Florianópolis

O concurso busca valorizar projetos de interiores, podendo ser residenciais ou comerciais desenvolvidos por arquitetos, decoradores ou designers da região da Grande Florianópolis. Serão selecionado cinco melhores projetos por um júri técnico, formado pelos arquitetos Carlos Barbosa, coordenador do curso de Arquitetura da Univali, Evandro Gaspar, professor do curso de Arquitetura da Univali, e Camila Saavedra, do canal Arquitetura em Destaque, no Instagram; e as jornalistas Laura Coutinho, ​do jornal Notícias do Dia​, e Simone Bobsin, editora do portal e do anuário ArqSC. O resultado será divulgado em 15 de junho e os vencedores vão participar da cerimônia de premiação em Cancún, no México, entre os dias 8 e 11 de outubro, além de terem seus trabalhos publicados na edição especial do Top 100 da revista Kaza.

O concurso é restrito a arquitetos, decoradores e designers de interiores cadastrados no Shopping Casa & Design. Podem participar pessoas físicas ou jurídicas atuantes no mercado da Grande Florianópolis. Cada profissional/escritório terá direito a inscrever apenas um projeto, que deve ser original e já ter sido executado. Os projetos devem ser encaminhados em formato PDF ou JPEG, em A3, com no máximo 5MB e contendo uma prancha (3D ou perspectivas) do projeto de um único ambiente com seu detalhamento e uma foto do projeto executado. O prazo para inscrição e entrega dos projetos encerra no dia 31 de maio.

Carlos Alberto Barbosa, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Univali