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Arquiteto lança concurso de fotografia sobre o lugar ocupado no período de quarentena

Redescobrindo seu lugar“. Esse é o nome do concurso de fotografia lançado pelo arquiteto e urbanista Guilherme Zerwes para convidar as pessoas a refletirem sobre o espaço ou rotina no local onde estão nesse período de “quarentena” por conta do necessário isolamento social para contenção da proliferação do coronavírus no país.

Qualquer pessoa pode participar, enviando suas imagens até o dia 7 de abril para o e-mail zerwes8080@gmail.com. As imagens deverão ser do espaço ou rotina no local onde a pessoa está nesse período de quarentena. Será aceita apenas uma foto por participante. Um júri técnico convidado selecionará as três imagens vencedoras, cujos autores serão premiados. O resultado será divulgado no dia 15 de abril.

A partir do dia 8 de abril, as fotos enviadas passarão a ser divulgadas no canal do concurso no www.instagram.com/redescobrindo_seu_lugar, formando um grande painel com diferentes olhares sobre o lugar onde as pessoas estão passando este momento tão adverso. A intenção é que esse material dê origem, também, a uma exposição itinerante e a publicações impressas e digitais, no futuro. “Será um registro do lugar de cada um dentro desse mesmo lugar”, reforça Guilherme.

“Esse concurso é um incentivo para que as pessoas olhem para o lugar e reflitam sobre como está a saúde desse espaço que habita, vive, convive, frequenta. Com o objetivo de captar um melhor ângulo, posicionamento, a melhor imagem para enviar  para o concurso, ela vai fazer várias experimentações e vai exercitar o olhar de prestar atenção e reparar no que existe em volta daquele teclado. Ela vai começar a prestar atenção numa luz que entra pela janela, na rotina das pessoas que estão à volta. E esse exercício, essa possibilidade, acaba estimulando a prestar a atenção que existe uma vida em volta, e isso alimenta o nosso estado de espírito, o nosso bem-estar”, afirma Guilherme Zerwes, que atuou por sete anos em projetos do setor educativo do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Guilherme teve uma passagem de três anos pelo Parque Ibirapuera, de São Paulo, com articulação e desenvolvimento de projetos em arquitetura, ações educativas, meio ambiente, restauro e demais ações no Parque. Integrou grupos como o Floresta Urbana, no município de Sinop, em Mato Grosso, desenvolvendo ações urbanas e atividades com foco no olhar das pessoas para o meio onde habitam e convivem. Ministrou aulas em Instituição de Ensino Superior, além de contribuir para criação do escritório modelo de arquitetura para projetos com foco social no MT. Atualmente, com escritório próprio de arquitetura e urbanismo em Florianópolis, atua com projetos arquitetônicos e projetos envolvendo arte e meio ambiente nas cidades.

“Vejo essa prática como estímulo, nessa época de confinamento, de reclusão, para começarmos a ter um novo olhar dentro dessa condição toda: o de ‘olhar’ para o prazer de estar onde estamos e reconhecer que ali é um bom lugar”, reforça Guilherme.

 

Conheça os jurados do concurso:

Nilva Damian
Paixão antiga pela fotografia. Trabalha na área desde quando as máquinas ainda eram de filmes (analógicas). É publicitária e tem em seu portfólio fotos de gastronomia, arquitetura, produtos, moda, editoriais e fotos artísticas. Tem livros de fotografias lançados em Florianópolis e no RS. Proprietária das empresas – Uma foto e comunicação e Dois Clicks Fotografias.

Eduardo Marques
Fotógrafo profissional, jornalista de formação

Milton Ostetto
Engenheiro e fotógrafo “amador”. Amador, que ama a fotografia.
Premiado, por quatro vezes, no Concurso Olhares Inspiradores da Canon Brasil; finalista, por duas vezes, no concurso internacional “O trabalho e os dias da Colômbia”; premiado com segundo lugar no concurso  “Somos, Imagens da Lusofonia”, em Macau, China. Realizou quatro exposições em Portugal, no Festival internacional de Fotografia iNstantes; duas exposições com mais 20 fotógrafos do mundo na Ilha de São Miguel, nos Açores, em Portugal;  exposição em Villa Garcia, na Espanha; e exposição no Festival Internacional de Fotografia de Rua no Iraque.

Fábio Gadotti
Colunista do jornal ND, do Grupo ND, com graduação em Jornalismo (UFSC) e Direito (Univali) e especializações em Direitos Humanos e Cidadania e em Jornalismo e Mídias Digitais.

Marco Alfredo Sardi
Fotógrafo, administrador de empresas e psicólogo, atuou por 30 anos no mundo corporativo, em empesa do ramo financeiro, além de atuação paralela em Instituições de Ensino Superior.  Em 2017, quando decidiu que era hora de mudar, a fotografia estava no planejamento pós-carreira, inicialmente como hobby, mas que aos poucos foi se consolidando como uma paixão, principalmente quando se depara com o que mais lhe chama a atenção numa fotografia: sensibilidade, aperfeiçoamento técnico e criatividade. Participou de diversos projetos e exposições fotográficas, individuais e coletivas, tais como: Click Solidário, Espelho Meu, o Silêncio, Primavera, Light Me Sua Luz me Ilumina e Fragmentos de um Naufrágio.

 

Matéria atualizada em 30 de março, com a prorrogação do prazo para inscrição até o dia 7 de abril. 

 

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