A primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) começa em 25 de março no Parque Ibirapuera, em São Paulo, reunindo arquitetos de todas as regiões do país em um evento que investiga as diferentes formas de morar no Brasil. Distribuídos em pavilhões inspirados nos biomas brasileiros — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal — os projetos apresentam interpretações contemporâneas da arquitetura em diálogo com território, clima, cultura e modos de vida locais.
O evento ocupará o Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), no Parque Ibirapuera — projeto de Oscar Niemeyer com paisagismo de Roberto Burle Marx — reunindo visitantes de todo o país para experimentar a arquitetura de forma imersiva. Neste prédio, criou-se o conceito de Pavilhão Brasil, que receberá pavilhões temáticos dos biomas brasileiros, trazendo interpretações contemporâneas sobre o morar em diferentes regiões e valorizando a pluralidade cultural e arquitetônica do nosso país.
Os projetos foram selecionados a partir de um concurso nacional organizado pela plataforma Archa com apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR). Somente arquitetos e urbanistas com registro ativo no Conselho puderam votar nos projetos selecionados. Entre os principais critérios de análise estiveram aderência ao tema da arquitetura brasileira situada, qualidade técnica e construtiva, viabilidade de execução, impacto cultural e a capacidade de propor leituras críticas e inventivas sobre cada unidade federativa. O masterplan é assinado pelo Estudio Leonardo Zanatta, vencedor de concurso anterior específico.
A região Sul será representada pelos escritórios Studio Carbono + Matte Arquitetura (Rio Grande do Sul), Jeferson Branco Arquitetura (Santa Catarina) e Boscardin Corsi (Paraná).
“O que vemos no Brasil é um desafio cultural: a arquitetura ainda aparece muitas vezes apenas no momento da obra. A BAB nasce para ampliar esse olhar e mostrar que arquitetura também é cultura, pensamento e repertório cotidiano”, afirma Anna Rafaela Torino, diretora de conteúdo da Bienal, coidealizadora do evento ao lado de Raphael Tristão, Lucas Aragão e Felipe Zullino. A BAB é um projeto sem fins lucrativos aprovado na Lei Rouanet.
O evento contará também com uma área externa dedicada à experimentação urbana, reunindo instalações, ativações de marcas, restaurantes, cafés e uma arena de conteúdo com programação de talks, workshops e encontros com arquitetos. “A BAB inaugura um modelo de bienal que une educação, tecnologia e experiência para tornar a arquitetura mais acessível, viva e presente no cotidiano”, afirma Raphael Tristão, Presidente da BAB.
Além dos pavilhões inspirados nos biomas, estão previstos outros espaços, assinados por nomes reconhecidos da arquitetura brasileira, como Superlimão, responsável pela Casa Electrolux; Fernanda Marques, que assina o pavilhão da Breton; Rodrigo Ohtake, à frente do projeto para a Zissou; Gui Mattos, responsável pelo pavilhão da Zait; e Ricardo Abreu, que desenvolve a instalação para a TCL. Entre os espaços de convivência e gastronomia estão o restaurante BIOMAS, assinado por Carlos Rayol; o café da Copa Energia, assinado por André Henning, localizado na marquise do Pavilhão Brasil em direção ao Pátio; e o Boteco Suvinil, assinado por Nicole Tomazi e Sergio Cabral.
A visitação acontecerá até o dia 30 de abril de 2026. Os ingressos já estão à venda no site oficial do evento.

Pavilhões por Bioma
AMAZÔNIA
Acre
Marcelo Rosenbaum e Marlúcia Cândida — Casa Empate Mulheres Seringueiras
Pará
Studio Tuca — Caminho dos Rios
Rondônia
Thiago Marques Arquitetura — Casa Entre Águas
Roraima
Rayresson Rocha, Estúdio Modullus e Jacqueliny Ramires — Casa-território
CAATINGA
Bahia
Vida de Vila — Casa do Mastro
Ceará
ARK Arquitetura e Interiores — É o Mar
Paraíba
Fabiano Lins Arquitetura — Do Sertão, ao verde e mar
Pernambuco
Thayná Padilha Arquitetura — Casa Pernambuco
Rio Grande do Norte
rodrarq — Casa de Veraneio
Sergipe
Mangaba Estúdio — Relicário de Voinha
Piauí
Black Arquitetos
CERRADO
Goiás
Bendito Traço Arquitetura — Casa de Amélia
Maranhão
Larissa Catossi e Guilherme Abreu — Raiz e Trânsito – Casa Pedro Neves
Minas Gerais
Marina Reis Arquitetura — Casa Adélia Prado
Tocantins
Marcus Garcia Arcteto — Casa da Arlê
MATA ATLÂNTICA
Espírito Santo
Letícia Finamore Arquitetura — Mulher Capixaba Contemporânea
Paraná
Boscardin Corsi — A Casa que Dança
Rio de Janeiro
Paula Martins Arquitetura — Casa Corcovado
Santa Catarina
Jeferson Branco — Pavilhão de Santa Catarina
São Paulo (Cidade)
Gabriel Rosa — Loft da Escritora
São Paulo (Estado)
Os Gêmeos Arquitetura e Engenharia — Tão Paulista quanto a Avenida
PAMPAS
Rio Grande do Sul
Studio Carbono + Matte Arquitetura — Querência Amada
PANTANAL
Mato Grosso
OHMA — Loft da Preservação Cuiabana
Mato Grosso do Sul
DNA – Deborah Nazareth Arquitetos — Casa Ñandejara
Bienal de Arquitetura Brasileira 2026
Realização:
Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB)
Idealização: Anna Rafaela Torino, Raphael Tristão, Lucas Aragão e Felipe Zullino.
Operação: Independente e sem fins lucrativos
Direção / Coordenação
Raphael Tristão, Presidente da BAB
Anna Rafaela Torino, Diretora de Conteúdo e Experiência
Abertura ao público
25 de março a 30 de abril de 2026
Local
Parque Ibirapuera – Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA)
Entrada recomendada: Portão 03 – Avenida Pedro Álvares Cabral
Horário de visitação
12h às 21h
Ingressos à venda:
R$ 80 (semana) e R$ 100 (finais de semana)
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Imagens: Divulgação BAB





























