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Rico Mendonça apresenta as referências da coleção de gravuras Mulheres Nuvens a alunos de design de interiores

Nesta quinta-feira, dia 10 de maio, o arquiteto e designer de interiores Rico Mendonça fará uma apresentação especial da sua coleção de gravuras Mulheres Nuvens a seus alunos do curso de Design de Interiores da Faculdade Cesusc, em Florianópolis. Em sessão aberta, no auditório da universidade, às 20h30, ele falará sobre o processo criativo, suas referências e inspirações, em complemento à apresentação realizada no último dia 25 de abril, no evento de inauguração da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD) em Santa Catarina. No total, são 15 obras, que seguem em exposição no Cesusc até o dia 25 de maio.

Mulheres Nuvens é uma expressão carregada de significados, para Rico Mendonça. Ela remete à ‘nuvem’ que as mulheres carregam diariamente, em função das multitarefas e responsabilidades; ao nascer Nú; a Venus, deusa do amor e da beleza na mitologia romana.

As gravuras retratam formas femininas, criadas a partir de rascunhos produzidos aleatoriamente durante conversas ao telefone. “Tenho esse hábito de ficar rabiscando em um papel enquanto converso ao telefone”, confessa Rico Mendonça. Ele percebeu que as formas remetiam a vestidos femininos e, então, passou a estudar a melhor maneira de ‘encaixar’ os membros do corpo de uma mulher para que representassem movimentos de dança.

“Eu lembrei de um filme que assisti na época em que morei na França, nos anos 1990, chamado Annabelle Serpentine Dance, do ano de 1895”, explica. Trata-se de um curta metragem, em preto e branco, produzido para os estúdios de Thomas Edison, que apresenta passos de dança da atriz e dançarina estadunidense Anabelle Moore. Vestindo longas saias, ela cria um fascinante efeito visual a partir de seus movimentos. “Annabelle interpreta a ‘dança serpentina’, uma coreografia criada pela dançarina Loie Fuller, uma pioneira da dança moderna”, completa.

As expressões escolhidas por ele para as ‘suas mulheres’ refletem os momentos da vida do artista. “As lágrimas podem ser de tristeza ou de felicidade. Todos têm algum sentimento; um viés de informação positiva ou negativa da minha vida”. As Mulheres Nuvens estão, agora, originando bordados nas mãos de Rico Mendonça, num processo de resgate de uma antiga tradição familiar.

A memória afetiva é uma constante nas produções de Rico Mendonça. Na elaboração do vídeo de apresentação da exposição, ele escolheu uma música da jovem cantora norueguesa Aurora, e não por acaso. “Fiz a conexão com minha bisavó, também chamada Aurora, que tocava piano e fazia trilhas sonoras dos filmes mudos da época no cinema que era de propriedade da família no centro da cidade. É o meu link entre o passado e o presente”, contextualiza. Clique aqui e assista ao vídeo produzido por ele.

Os grafismos característicos de suas obras de arte são inspirados em diversas fontes de referência, desde o trabalho pop art do artista gráfico estadunidense Keith Haring, aos famosos geoglifos do deserto de Nazca, no Peru, ao visual dos circuitos integrados da placa mãe de um computador (aliás, a primeira formação acadêmica de Rico foi em Análise de Sistemas).

Rico Mendonça é um dos profissionais homenageados na categoria Design de Interiores no especial 10 mais da região Sul publicado na última edição da revista ÁREA.

 

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