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Mostra Modernos Eternos São Paulo inova com edição 100% digital

Por setembro 30, 2020 Sem comentários

De mostra-boutique local e presencial, realizada na capital paulista desde 2014, a mostra Modernos Eternos São Paulo transformou-se, este ano, em sua sétima edição, única e 100% digital, em evento nacional e internacional. No total, são 46 participantes, de 11 estados do Brasil – incluindo Santa Catarina e Paraná, e também de mais 4 países, que assinam seus ambientes virtuais. “E escolheu o Modernismo como seu tema no biênio 2020/21, em função da casa que utiliza como base real ser um ícone nesse estilo; e ainda da proximidade dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, a serem comemorados em 2022”, explica Sergio Zobaran, Fundador e Curador da Modernos Eternos.

Casa modernista que serviu de base real para a mostra.

A Mostra Modernos Eternos 2020 São Paulo acontece com base real na casa modernista localizada na Rua Bahia, 1126, entre os bairros de Higienópolis e Pacaembú. Com 600 metros quadrados de área construída, foi projetada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, em 1930, para a família de Luiz da Silva Prado. Em 1950, foi adquirida pela família Misasi, que a possui até hoje. Esta é uma das primeiras casas residenciais modernistas do Brasil, e é tombada em todas as instâncias do Patrimônio (Federal – IPHAN, Estadual – Condephaat, e Municipal – Conpresp). E está sendo utilizada pela Modernos Eternos SP 2020 como base real para a primeira mostra digital da marca, com o objetivo de conferir veracidade e credibilidade ao evento.

A mostra fica em cartaz até o dia 4 de outubro. Clique aqui para acessar.

“A obra é contemporânea à icônica Ville Savoye, de Le Corbusier, e três anos mais nova do que o bairro de Weissenhof, em Stuttgart, um mostruário de residências modernistas, numa linguagem posteriormente conhecida por International Style”, explica o arquiteto e urbanista paranaense Marcos Bertoldi, um dos expositores da mostra. Outro profissional da região sul que também participa do evento é o arquiteto e urbanista catarinense Tufi Mousse. Saiba mais sobre os ambientes deles na mostra a seguir.

 

Sala de Estar (com gato), por Marcos Bertoldi

“As formas prismáticas em alvenaria branca, despidas de cores, revestimentos ou qualquer ornamento serviram de base para a intervenção. A ideia da caixa branca foi mantida e reforçada internamente. Preservamos os tetos e as paredes brancos e optamos por um piso igualmente pintado em branco, como reflexo da volumetria interna e externa da residência.

A janela, em fita, indispensável e onipresente neste período, recebeu a velatura de uma cortina transparente. Portas-painéis pivotantes e espelhadas, de extração Art-Déco e moduladas de maneira semelhante ao antigo teto iluminado da sala de jantar vizinha, geram novas e inesperadas perspectivas, multiplicando o mobiliário e as obras de arte expostos.

O espaço, destinado a uma Sala de Estar, é central na área social da residência e comunica-se com outros três espaços laterais, o que nos colocava diante de uma série de circulações cruzadas, dificultando a resolução do layout.

O mobiliário, distribuído de forma assimétrica, organiza-se a partir do sofá contemporâneo e curvo de Paolo Castelli (2020) para a Casual Móveis, descrevendo um arco sob a janela em fita, descolando-se da ortogonalidade dos espaços. Reedições de clássicos modernistas brasileiros, como a mesa lateral Warchavchik (1928), a mesa de centro Aranha, de Branco &Preto (1952), a poltrona e pufe Annette, além do bar Gávea, todos de Jorge Zalszupin (1959), para Etel, sublinham o espaço.

A poltrona PK 20 de Poul Kjærholm (1967) da Fritz Hansen, em couro, vime e metálica, com suas formas curvas e leves, contrapõe-se ao bloco maciço e compacto em madeira do bar. As banquetas PK 33 (1959) e Eames Walnut Stool (1960) para Atec, completam o ambiente. Luminárias que contam a história do design, como a Bubble Pendant (1952) de George Nelson – Fritz Hansen para Atec e a Taccia (1962) de Achile Pier Castiglioni – Flos para a Casual Móveis, além de um importante conjunto de objetos, completam o projeto.

Entre os mais antigos estão o boneco Monkey (1951) do dinamarquês Kay Bojesen e os vasos da Venini – Murano, Bolle Bottles (1966) do finlandês Tapio Wirkkala. Entre os mais recentes, os vasos Ikebana de Jaime Hayón e o vaso em madeira Estação, de Lia Siqueira, de 2016 e 2019 respectivamente.

Os tecidos e superfícies têxteis são naturais, como os tecidos para cortina, (montada com o Sistema Wave – Uniflex), e sofá, em linhos Twin e Varese, assim como o tapete em lã de ovelha Sheep, todos da Empório Beraldin. Obras de arte da Galeria Simões de Assis – SIM, foram cuidadosamente selecionadas, estando presentes grandes artistas plásticos brasileiros, como Eliane Prolik, Célia Euvaldo e Antonio Malta Campos, além do modernista uruguaio, Carmelo Arden Quin, um dos fundadores do movimento MADI em 1946, na Argentina.”

 

A Sala Modernista, por Tufi Mousse

“Moderno, leve e limpo está a nossa Sala Modernista projetada para a Mostra Modernos Eternos. Onde está o moderno hoje? A Sala Modernista reponde através de uma visita. Nossa ideia é apresentar no contexto contemporâneo a arquitetura atual que tem base no Modernismo. O desenho do ambiente respeita o projeto de Gregori Warchavchik, onde janelas e demais aberturas foram preservadas e fazem parte de nosso projeto proposto.

A escolha do acervo de movelaria para o projeto foi ao encontro de designers que têm base modernista e produzem o Modernismo da atualidade, assim como a movelaria que projetamos, mas não deixando de trazer alguns ícones do Modernismo como Jean Prouvé, com sua cadeira executiva, e Marianne Brandt, com o elegantíssimo jogo de chá e café. A estante transmite a fluidez da linha concreta e moderna, assim como o sofá, chaise e tapete.

Celebramos também a conquista dos móveis em metal neste período, e trazemos obras de arte de artistas com um vínculo muito estreito com o Modernismo visto através de seus trabalhos. A Sala Modernista nos mostra quão modernos somos diante de tanta contemporaneidade e inovação. Modernos Eternos”.

 

 

Sobre a Mostra Modernos Eternos

A marca Modernos Eternos traduz o conceito de uma mostra anual de arquitetura, design e arte realizada física e presencialmente em duas capitais brasileiras: São Paulo (desde 2014) e Belo Horizonte (desde 2016). Este ano ambas estão sendo apresentadas excepcionalmente de forma 100% digital.
A partir de SP, de 7 de setembro a 7 de outubro, com a participação de 43 escritórios de arquitetura e design de interiores, paisagistas e artistas de 11 estados brasileiros, além da colaboração de profissionais de mais quatro países assinando seus espaços, com a presença de produtos de 40 marcas de excelência do nosso mercado. A mostra mineira acontece de 27/10.a 7 de novembro, a partir de BH.

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