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Habitar quarentena: arquiteta lança projeto para embasar pesquisa sobre o morar contemporâneo

As estratégias projetuais na Arquitetura sofrerão alterações a fim de preparar as habitações para possíveis situações futuras de isolamento? Esse é o questionamento principal por trás do projeto “habitar a quarentena” lançado pela arquiteta gaúcha Camila Thiesen. O objetivo é fazer um recorte no morar contemporâneo em tempos de pandemia e de isolamento social, tema que nasceu nesses dias de enfrentamento da atual pandemia de Covid-19 (novo coronavírus). E, então, perceber a relação das pessoas com as suas moradias e como as características espaciais das residências interferem no convívio e nas relações dos moradores.

Nesta primeira fase, lançada no Instagram (@habitaraquarentena), “habitar a quarentena” é um projeto colaborativo que busca coletar insights a partir do recebimento de relatos e de registros fotográficos de diferentes experiências de vivenciar esse período de isolamento. “Numa próxima etapa, a intenção é traduzir o material coletado para a Arquitetura, aprofundado em pesquisa acadêmica e, se possível, organizando concurso para estudantes de arquitetura, para que estes projetem possíveis cenários, resolvendo e atendendo as necessidades do que foi relatado pelos colaboradores do projeto nas suas experiências do habitar a pandemia”, explica a arquiteta, titular do escritório Metropolitano Arquitetos, de Porto Alegre.

Como participar

O projeto é aberto para participação de todas as pessoas que habitam o universo do enfrentamento da atual pandemia, seja em quarentena, autoisolamento ou, ainda, as pessoas que seguem nas ruas e que tenham sido afetadas com a nova rotina. “Como a intenção é que as contribuições sejam as mais diversas possíveis, pessoas estrangeiras também podem participar – os relatos podem ser enviados em português ou inglês”, complementa Camila.

Para colaboração, é solicitado relato e registro fotográfico. O relato, identificado ou anônimo, deve ser enviado em formato de texto, sem limite de tamanho, sob o tema “habitar a quarentena”. O texto deve apresentar as dificuldades enfrentadas e os pontos positivos verificados no período de quarentena em relação ao habitar — seja sozinho ou acompanhado —, no lugar onde a pessoa se encontra, identificando a localização atual.

O registro fotográfico é de livre escolha, dentro da temática, como foto dos ambientes da casa, de detalhes, das atividades e das ocupações no período, do convívio dos moradores. Podem ser enviadas até dez fotografias, no formato preto e branco. O material deve ser enviado para habitaraquarentena@gmail.com. Para mais informações acesse o perfil do projeto no Instagram. Clique aqui para acessar.

 

Sobre Camila da Rocha Thiensen

Arquiteta e Urbanista formada pela FAU UniRitter, Camila criou o Metropolitano Arquitetos em 2012, escritório pelo qual se dedica a projetos em diversas escalas, incluindo participações em concursos de Arquitetura – em seis deles, obteve a primeira colocação. Teve seu trabalho de graduação (2012) premiado nos concursos Opera Prima (24a ed.) e Archiprix International, em 2013. Naquele mesmo ano foi Arquiteta do Ano – Jovem Profissional pelo SAERGS. Em 2018, participou da exposição Walls of Air (Pavilhão do Brasil) na Bienal de Arquitetura de Veneza, com o projeto Crossings – que em 2019 foi exposto na Embaixada do Brasil em Roma e no Brazil Lebanon Cultural Center, em Beirute.

Desde 2018 tem sido convidada a participar como jurada em comissões avaliadoras em bancas, congressos e Prêmios de Arquitetura. Em 2019, tornou-se também arquiteta coordenadora do Comitê de Sede e Infraestrutura da Associação dos Amigos do MAC/RS para a implantação da nova sede do MAC/RS.

 

Na galeria de imagens, alguns registros que integram o projeto.

 

 

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