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Feira cultural ocupa praça revitalizada junto à Usina do Gasômetro, em Porto Alegre

Por fevereiro 26, 2018 Sem comentários

Texto e fotos: Tatiana Gappmayer | ÁREA

Ao longo da sombra formada pela antiga estrutura do aeromóvel de Porto Alegre (que, infelizmente, nunca funcionou!), centenas de pessoas espalharam-se pelo gramado da revitalizada Praça Júlio Mesquita, em frente à Usina do Gasômetro, no Centro Histórico da cidade, para curtirem as atrações da segunda edição da Feira do Aeromóvel. Piqueniques sobre cangas e rodas de chimarrão misturavam-se às tendas de cerveja artesanal, da feira de arte, de brechós e de artesãos, criando um clima de diversidade e integração na tarde do último sábado.

Entregue em dezembro de 2016, a praça tem atraído cada vez mais os moradores de diversas regiões da Capital para o espaço que, agora, conta com uma área para as crianças com brinquedos, uma quadra cercada para esportes e decks de madeira, que são usados por jovens no fim da tarde para apresentações de danças urbanas, e diversos bancos sob as árvores.

Com uma vista privilegiada para o Guaíba e seu famoso pôr do sol, o local também tem chamado a atenção dos organizadores de feiras culturais, como a do Aeromóvel, que defendem a ocupação dos espaços públicos como forma de retomada da ‘cidade pelas pessoas’ e de combate à insegurança. Além das barracas com diferentes cervejas, o evento contou com food trucks e encerrou quando a noite já tinha caído, embalado pelo som da banda Nosotros Quem.

Sobre a revitalização

Localizada entre a avenida Presidente João Goulart e a rua General Salustiano, a praça foi revitalizada entre os meses de maio e dezembro de 2016. Os trabalhos contemplaram a construção de um deck de madeira Itaúba, com uma área de 1.842 m², espaços de lazer e de esportes e a renovação da iluminação, em vapor metálico, com 12 luminárias decorativas em 12 postes de quatro metros de altura, além de oito projetores já instalados na quadra de esporte com a mesma tecnologia.

A Praça Júlio Mesquita e o cargo do Gasômetro fazem parte do Sítio Arqueológico da Ponta da Cadeia. Antes de a prefeitura dar ordem de início à revitalização da praça, foi necessário contratar uma equipe de arqueologia, que realizou um relatório para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Durante a obra, os arqueólogos revelaram o alicerce do portão de entrada da cadeia demolida na década de 1960. Segundo o arqueólogo Alberto Tavares, provavelmente essas pedras foram assentadas por pessoas escravizadas, por uma mão de obra lá do período do Império.

Com a remoção do presídio, a fundação ficou aterrada e escondida. Por sugestão da arqueologia e da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), foram deixados dois volumes em concreto que representam o marco da entrada da antiga cadeia. Estes volumes seriam revestidos com cerâmica contendo ilustração história do local. O presídio chegou a abrigar mais de mil detentos e foi, durante décadas, um ponto de referência em Porto Alegre.

Com informações da Prefeitura Municipal de Porto Alegre 

 

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