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Exposição lança olhar sobre a produção arquitetônica das últimas três décadas no centro de Florianópolis

Por setembro 14, 2018 Sem comentários

Quais valores, gestos, interesses, partidos e tipos caracterizam as últimas três décadas de realizações arquitetônicas no Centro de Florianópolis?  Considerando a produção compreendida entre 1988 e 2018, essa é a grande questão proposta pela exposição “Constituintes Urbanos – três décadas de arquitetura no centro de Florianópolis”, que será realizada de 15 a 22 de setembro, no átrio do Museu da Escola Catarinense (MESC), no centro da capital catarinense. A atividade integra a programação da Paralela Arquitetura e Artes, que contará com mais de 30 atrações em diversos pontos da cidade.

A exposição apresentará 12 trabalhos organizados em conjuntos de quatro, cada grupo correspondente a uma das décadas pesquisadas. São obras de diferentes técnicas e suportes, com fotografia, ilustração, desenho sobre papel, tinta sobre tela, arte digital, texto e vídeo, produzidas por um elenco formado por artistas visuais, escritores, jornalistas, videógrafos, arquitetos e designers: Abreu Jr., Bruno Ropelato, Dirce Körbes, Emanuella Wojcikiewicz, Fernanda Volkerling, Giovana Zimermann, Guilherme Llantada, Ivan Jerônimo, Jordi Sanchez Cuenca, Luciana de Moraes, Philippe Arruda e Renato Turnes.

Os trabalhos fazem referência a edificações situadas na região central da cidade, com cronologia confirmada a partir de uma pesquisa realizada junto aos órgãos municipais. “O levantamento não tem a ambição de atingir valor estatístico quanto às suas conclusões, mas de produzir observações sensíveis, singulares e críticas sobre a ocupação da região central da cidade num lapso de tempo específico”, explica o designer de interiores e cenógrafo Sandro Clemes, autor da proposta e curador da intervenção. Para ele, cada projeto arquitetônico executado, cada edificação, representa um ‘corpo’ urbano. “E o conjunto desses corpos concebidos num mesmo período resulta numa identidade geracional, numa genética arquitetônica e urbana”, reforça.

Servindo como alegoria da mostra artística no MESC, Sandro planejou uma instalação efêmera, executada por ele mesmo principalmente com materiais de descarte da construção civil, coletados em caçambas de entulho. A instalação ocupará a fachada do Tralharia antiquário-bar, localizado nos arredores do museu. Na obra, valeu-se dos principais elementos compositivos dos projetos arquitetônicos apresentados na exposição para construção de uma obra conectada visual e conceitualmente com a exposição.

 

Imagens: Divulgação

 

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