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Em fotos e vídeos, artista multimídia revela histórias e sentimentos reais na exposição Transborda

Por agosto 2, 2018 Sem comentários
A profundidade verdadeira da natureza humana foi o que levou a artista multimídia Juliana Stringhini a mergulhar nos sentimentos de desconhecidos, abordados em ruas e praças de cidades brasileiras e da América Latina. A revelação desta viagem interior resultou na exposição Transborda que, depois de estrear no Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville (SC), será apresentada no Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis,  de 4 a 30 de agosto.
“Sempre me interessei em ver e tentar revelar, através de uma imagem ou vídeo, esses momentos mais humanos e verdadeiros que todos vivenciamos. Acredito que, no momento de transbordamento, somos mais crus, estamos mais vivos e presentes. E poder captar isso no outro e ser testemunha desse processo foi muito interessante”, revela a artista, que registrou mais de 400 histórias em dois anos de processo de criação.
Sem máscaras ou filtros, cada um de seus personagens revelou-se a partir de uma aproximação espontânea e natural. Inicialmente, foram indicações, mas depois Juliana foi às ruas para convidar as pessoas.
“Eu sou bem aberta para abordar as pessoas e acho que elas sentem essa confiança. E durante o processo, era uma condução muito delicada. Ir abrindo portas e trocando com as pessoas para que elas revivessem, de alguma maneira, esses momentos de transbordamento que marcaram suas vidas. Houveram todos os tipos de histórias, das mais tristes às mais felizes. Mas é muito bonito ver as pessoas se abrirem e confiarem em você a esse ponto”, comenta.
Nas fotos e vídeos, histórias sobre amor, ódio, arte, família, morte. Além do resultado da exposição, a experiência deste compartilhamento de sentimentos foi intensa – muitas vezes, no final de cada dia, marcada pela exaustão emocional da fotógrafa. Para a artista, esta troca a levou a questionar-se sobre seu próprio transbordamento, saindo da obviedade escondida das relações superficiais.“Era como vislumbrar o que somos de verdade, em nossa crueza como seres humanos, sem máscaras, sem pensamentos, sem barreiras”.
Sobre Juliana Stringhini
Juliana nasceu em Curitiba (PR), em 1979, mas vive e trabalha em Florianópolis. Ela começou muito cedo a se interessar por fotografia, tanto que não carrega na memória quando ganhou a primeira câmera. Graduou-se em Comunicação Audiovisual na International Fine Arts College (2001-2005), em Miami, nos Estados Unidos, e lá morou até 2001, atuando como produtora musical e assistente do fotógrafo Nick Garcia e do escritório Clear Channel, em projetos de produção musical.
Em 2010, fundou o estúdio Bambini & Piccolini, tendo realizado, ao longo de sete anos, milhares de retratos com foco na infância. Entre 2010 e 2013, dividiu seu tempo em residências de formação e produção autoral, em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Nova Iorque. Nesta última, estudou com Sue Barr, Rob Goldman, Jenifer Miranda, Sarah Sloboda e Yaron Leshem, todos dedicados à prática do retrato. Neste período teve contato com a obra de Jesh de Rox, com quem conheceu a técnica fotográfica que ele define como moment design, consistindo em criar imagens humanizadas e espontâneas.
Desde 2016, frequenta o NEFA – Núcleo de Estudos em Fotografia e Arte, sob a orientação de Lucila Horn, em Florianópolis. Juliana integra ateliês livres e faz acompanhamento de projetos com o artista e curador Scott Macleay.
SERVIÇO:
O quê: Exposição Transborda, de Juliana Stringhini
Quando: 04 a 30 de agosto
Horário: de segunda a sexta das 13h às 19h
sábado: 10h às 16h
domingo: fechado
Onde: Museu da Escola Catarinense – MESC (Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro, Florianópolis)
Quanto: gratuita
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