Projetos

Desafios e complexidades no projeto da Sala Vip do novo aeroporto de Florianópolis

Por fevereiro 14, 2020 Sem comentários

A arquiteta Estela Cislaghi passou por um dos maiores desafios da sua carreira no projeto da Sala Vip do Floripa Airport, o novo aeroporto de Florianópolis, inaugurada em janeiro deste ano. A concessão do espaço é da Global Lounge Network, empresa norte-americana que possui, atualmente, 22 salas em aeroportos ao redor do mundo.

Trata-se do The Lounge, espaço exclusivo na área de embarque para que os passageiros possam descansar ou trabalhar enquanto aguardam o voo. Com 380 metros quadrados, a área conta com espaço de lounge, área de alimentação, área de descanso com luz reduzida, área privativa para banho, espaço kids, salas de TV, reunião e business.

Titular da Estela Cislaghi Arquitetura & Light Design, com sede na capital catarinense, a profissional foi contratada pela empresa para a implantação completa da sala. Seu trabalho foi compatibilizar o projeto arquitetônico e o de arquitetura de interiores, coordenar os projetos complementares, aprovar os projetos junto ao setor de engenharia do aeroporto, coordenar e supervisionar a obra. Além disso, coube a ela a escolha dos acabamentos e do mobiliário, de acordo com o padrão e o design das demais salas da empresa mundo afora.

“Tínhamos que compatibilizar o briefing do cliente e adequar o espaço às exigências das Normas de Acessibilidade, da Vigilância Sanitária, dos Bombeiros e da própria Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC”, destaca Estela. A adequação do programa às normas brasileiras e às exigências do setor de Arquitetura do aeroporto foi um dos maiores desafios já assumidos pela profissional.

Passados os três meses de desenvolvimento de projeto, outros três meses foram necessários para a execução. “Na obra, o desafio era transitar e trabalhar dentro da área de embarque do aeroporto, que é área de segurança nacional”, ressalta a arquiteta. A complexidade da dinâmica para entrada de trabalhadores e de materiais nessa área chegou a surpreender a equipe. “Daria pra escrever um livro com tantas histórias”, brinca ela.

 

“Pegada” brasileira

“A empresa Global Lounge tem um padrão de design que deveria ser seguido. Todas as salas The Lounge deles têm o mesmo perfil. Recebi o projeto da matriz, fiz a adequação para a nossa realidade e escolhi todos os materiais e acabamentos, de acordo com as Normas,  e com uma ‘pegada’ mais brasileira.  Conseguimos trabalhar também um design mais clean, plantas naturais e iluminação mais suave”, detalha Estela.

A definição dessa “pegada” brasileira representou outro importante desafio e um grande aprendizado para ambos os lados, segundo ela. “Como foi a primeira operação deles no Brasil, tudo foi novidade e eu tive o papel de avaliar cada lado da moeda e trilhar o melhor caminho”, pontua Estela.

 

Fotos: Acervo Estela Cislaghi 

 

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