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CAU e IAB lançam carta aberta aos candidatos das próximas eleições pelo direito à cidade

Por agosto 10, 2018 Sem comentários

Nossas cidades pedem socorro!

Assim inicia a carta aberta produzida em conjunto pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil dirigida aos candidatos das eleições 2018. Com sete páginas, o documento apresenta análises e propostas para os postulantes à Presidência da República, aos Governos Estaduais, ao Congresso Nacional e às Assembleias Legislativas estaduais e distrital, e será entregue a todos os candidatos para que se manifestem.

“As eleições de 2018 constituem uma oportuna ocasião para identificar o compromisso e a vontade política dos (as) candidatos (as) na construção de uma agenda que contemple uma política pública de Planejamento Urbano Solidário e Inclusivo, que seja o vetor da Democracia no Brasil e contribua para tornar nossas cidades humanas, justas e sustentáveis. Estamos entrando em um período de inclusão socioterritorial, que exige uma prática efetivamente democrática, de forma que os ganhos gerados pelas economias de aglomeração sejam equitativamente compartilhados por todos. Para tanto, a sociedade brasileira deve ter um protagonismo maior no planejamento do território nacional”, destacam as instituições no documento.

Trata-se de um manifesto dos arquitetos e urbanistas do Brasil em defesa do Planejamento Urbano Solidário e Inclusivo, que apresenta os desdobramentos dos debates ocorridos no  “Seminário Nacional de Política Urbana: por cidades humanas, justas e sustentáveis”, realizado pelo IAB em parceria com o CAU nos dias 3 e 4 de julho de 2018, em São Paulo. O evento contou com o apoio da FNA (Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas), da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), da ABEA (Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo), da ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas) e da FeNEA (Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo). E registrou a participação de cerca de 300 profissionais, incluindo arquitetos, geógrafos, economistas e advogados, e representantes de movimentos sociais e dos arquitetos e urbanistas de todo o país.

As propostas

O manifesto apresenta 53 propostas, divididas em três eixos: Por um projeto nacional baseado na territorialização das políticas públicas; Por uma governança urbana inovadora; Pela democratização da gestão das cidades. Em relação às políticas públicas, o documento descreve sugestões para cada um dos seguintes propostas:

  • Priorizar os complexos territoriais
  • Estruturar as cidades a partir da política habitacional e da mobilidade urbana
  • Promover o planejamento e uma governança inovadora das regiões metropolitanas
  • Fortalecer as redes de cidades pequenas, médias, ribeirinhas e de fronteiras
  • Valorizar os Centros Históricos
  • Preservar e valorizar o meio ambiente
  • Fortalecer territórios de povos tradicionais e de interesse cultural

Clique aqui e leia a carta aberta na íntegra.

Rocinha, Rio de Janeiro (RJ): a maior favela do país. Com cerca de 70 mil habitantes, é o símbolo dos desafios do planejamento urbano. (Foto Wikipedia Commons | Divulgação CAU BR)

 

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