Prático e atuomático
A automação virou uma realidade e já é comum em projetos arquitetônicos.
Suas possibilidades são inúmeras e, em seus cenários futurísticos, as soluções tecnológicas integram-se ao dia-a-dia dos usuários e oferecem conforto, praticidade e segurança.

KAREL CAPEK (1890 - 1938), escritor e filósofo tcheco, foi o primeiro a usar a palavra robô (ou robot) para designar o homem-máquina de cérebro eletro-eletrônico, criado pelos humanos para executar trabalhos para os próprios. A termo vem do tcheco ‘robotnik’, e significa algo como ’servo’. Em resumo, o robô é a projeção científica de um objeto que executa funções que gostaríamos que alguém fizesse domesticamente para nós. E o melhor: sem pagar salário.
Se na época de Capek - um mundo recém-industrializado onde as máquinas passavam a ser cada vez mais comuns - robôs eram sinônimos de ficção científica, hoje o escritor se surpreenderia ao avistar uma moderna fábrica de automóveis ou uma instalação de pesquisa e testes do MIT, o famoso Instituto Tecnológico de Massachusetts (EUA), uma das principais fontes de lançamentos e novidades do mundo da robótica e da tecnologia avançada. E ficaria estupefato, também, ao verificar que seu robô imaginado não é tão necessário em nossas casas quanto se poderia pensar no passado.
Fruto das pesquisas da área da robótica, a automação predial e residencial é uma prova de que podemos viver com conforto sem fazer força para obtê-lo. Assim como a Internet, idealizada no meio militar com função específica de comunicação estratégica, a automação em residências é um extrato do desenvolvimento de circuitos inteligentes presentes em indústrias dos mais variados setores mundo afora. As opções residenciais são resultados de anos de pesquisas e aplicações, as quais, felizmente, nos dispensam de conviver com réplicas humanas a fazer trabalhos domésticos dentro de casa. Que isso fique para as grandes indústrias.
No caso da automação residencial, hoje no mercado equipamentos e sistemas de múltiplas utilidades. Precisamos, apenas, acionar alguns botões, esforço ínfimo para tantos benefícios. Para não abusar do velho lugar comum, que idealizou anos atrás um sujeito que saía do trabalho e acionava a banheira de hidromassagem pelo celular, é preciso lembrar que a automação eficiente significa muito mais do que a realização remota de tarefas como essa.
Para o empresário Guilherme Angeloni, sócio da Smart Homes, empresa catarinense especializada em automação, quem a associar meramente com o conforto pensa errado. “Adquirir algum estágio de automação residencial implica em obter economia e segurança”, diz. O uso racional da luz artificial e dos equipamentos eletro-eletrônicos conectados à eletricidade e integrados a serviços de segurança, como o monitoramento por câmeras e alarmes, são os principais benefícios, na sua opinião. O avanço da tecnologia, o aumento da demanda e a conseqüente queda nos preços têm tornado a automação residencial possível para muitas pessoas, segundo ele. Assim como os televisores de plasma, aparelhos de DVD e iluminação fluorescente, os quais já foram recursos para poucos, hoje, dependendo do projeto, a tecnologia de integração de sistemas, da qual consiste grande parte dos projetos de automação residencial, já está financeiramente acessível a quase todas as classes sociais.

Leia o resto dessa matéria na versão impressa da Revista Área - Edição de janeiro.



Soluções compatíveis com a necessidade e com o desejo de cada cliente podem ser implementadas pelas empresas especializadas em automação residencial. Nas fotos, exemplos do uso da tecnologia nas variadas situações do dia-a-dia familiar