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Há quatro décadas no mercado, as superfÃcies sólidas minerais conquistam cada vez mais espaço por agregar soluções tecnológicas e estéticas e excelente relação custo-benefÃcio
UM QUARENTÃO PARA Là DE MODERNO. As superfÃcies sólidas minerais (SSM) completam este ano quatro décadas de mercado, mas ainda figuram entre as ‘novidades’ do setor da decoração. O pioneirismo é da DuPont, que criou o material para atender uma das necessidades internas da companhia: uma superfÃcie resistente aos produtos quÃmicos utilizados nas pesquisas. Conseguiram desenvolver uma matéria-prima extremamente higiênica, não porosa e não inflamável. Vislumbrando aplicação em outras áreas, em 1967 o produto foi lançado nos Estados Unidos pela multinacional, com a marca registrada Corian. “O mercado norte-americano aderiu imediatamente ao produto, uma vez que as pedras naturais são recursos escassos naquele paÃsâ€, conta Marcio Magnoli, Gerente da Divisão Surfaces da DuPont Brasil.
No Brasil, o material só chegou em 1989, lançado pela DuPont para o segmento cozinhas, ambiente onde até hoje ele é mais aplicado, em substituição a materiais como granito, mármore, madeira e aço inox. Impermeáveis e com emendas imperceptÃveis, as superfÃcies sólidas são as opções mais higiêÂnicas para estes espaços. E também para outros que necessitem de grande assepsia, como laboratórios e hospitais. Por serem termo-moldáveis, podem assumir a forma desejada, numa flexibilidade jamais encontrada em material similar. Conhecida no exterior como solid surface, a SSM é um composto obtido a partir de cargas, termo técnico que designa certos materiais inorgânicos particulados minerais, e resinas acrÃlicas especiais. O mercado já oferece outras opções além do Corian, como o HI-MACS, da LG, e o Surell, da Pertech, todas com produção no exterior. A diferença entre eles, segundo Magnoli, está na composição quÃmica. “No Corian, só usamos o que há de melhor: acrÃlico de alta qualidade + mineral naturalâ€, defende.
A Pertech iniciou a comercialização do Surell no Brasil em 2003 e vem obtendo excelentes resultados. “É impermeável, higiênico e extremamente fácil de limpar. Por isso, é o único material que atende totalmente à s resoluções da ANVISA nos setores alimentÃcio, farmacêutico e hospitalarâ€, informa Carlos Lima, Gerente de Produtos da Pertech do Brasil, referindo-se à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Outros diferenciais exaltados pelo executivo são o fato de a SSM não desbotar, não lascar e de um eventual dano poder ser reparado no próprio local. “Pequenos riscos são facilmente removidos com limpadores abrasivos comuns como esponjas de cozinhaâ€, garante.
Uma iniciativa brasileira já desponta no mercado – a primeira que se tem notÃcia. Há cerca de dois anos, a Perc Engenharia e Construções, de São Paulo, iniciou a produção de cubas e adesivos de SSM, compatÃveis com as chapas desenvolvidas pela DuPont, pela LG e pela Pertech. Os adesivos são produzidos a partir do mesmo material, em estado lÃquido, o que torna as emendas imperceptÃveis. “Fornecemos material para estas indústrias e também para processadores, lojas e para profissionaisâ€, conta o engenheiro civil Paulo Carlos Galin, sócio-diretor da Perc. Outro nicho explorado pela empresa são os elementos de projetos personalizados, que necessitam de moldes. “Compramos a chapa da DuPont e acrescentamos os elementos produzidos aquiâ€, explica. Galin comemora o crescimento do mercado, embora admita que ainda há muito potencial. “Temos comprado muito e nossa produção tem aumentado bastanteâ€, afirma.
As novidades em Corian este ano são as cartelas de cores da chamada Concrete Collection que inclui, além dos brancos, tons de bege, chocolate, cinza e concreto. “Esses tons, baseados numa estética neutra e urbana, harmonizam-se perfeitamente com outros materiais como aço inox, madeiras e fibras naturais, ajudando a criar ambientes aconchegantes e trazendo cor para a cozinhaâ€, avalia Magnoli, da DuPont. Entretanto, o enfoque da empresa para este ano é incentivar outras aplicações para o material, além da pia da cozinha.
Leia mais sobre o espaço que as superfÃcies sólidas minerais vêm conquistando no mercado na edição de setembro/2007 da Revista Ãrea.











