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A história está sendo eternizada num dos núcleos mais antigos de Santa Catarina. O projeto de revitalização do Centro Histórico de Laguna transforma a maior obra já realizada no municÃpio em um exemplo nacional de preservação do patrimônio
TOMBADO PELO INSTITUTO Nacional do Patrimônio Histórico e ArtÃstico Nacional (Iphan) em 1985, o Centro Histórico de Laguna está sendo revitalizado por um projeto amplo e espetacular, envolvendo o Iphan e a Prefeitura Municipal. As obras, orçadas em R$ 11 milhões, vão além da recuperação dos prédios históricos: transformam também passeios, reordenam espaços e oferecem melhores condições de acessibilidade a moradores e turistas. A 118 quilômetros da Capital, o municÃpio litorâneo catarinense foi eleito uma das três cidades-pólo para o biênio 2007/ 2008 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao lado de Salvador (BA) e de Marechal Deodoro (AL). Escolhidos por sua importância cultural e histórica, estes municÃpios terão prioridade na aplicação dos recursos da instituição financeira em investimento de recuperação de seus monumentos.
A intervenção está sendo feita no 1,2 km2 poligonal da área de tombamento, que inclui as edificações e o traçado urbano original. “É uma linha imaginária que divide os topos dos morros e que entra 200 metros na Lagoa de Santo Antônioâ€, explica a arquiteta Ana Paula Cittadin, chefe do escritório técnico do Iphan em Laguna. O projeto contempla a padronização de pisos e do mobiliário das praças – como bancos, lixeiras e floreiras –, a construção de um novo terminal de ônibus na orla da Lagoa de Santo Antônio, a revitalização das fachadas dos prédios e a implantação de bicicletários. “Tentamos impedir que grandes veÃculos entrem no Centro Histórico, permitido apenas para os mais urgentes, como caminhão de lixo ou carro dos bombeirosâ€, conta o arquiteto Diego Steffen Morais, autor do projeto de revitalização do Centro Histórico de Laguna. Segundo ele, a obra da orla da Lagoa de Santo Antônio, iniciada em março, é dividida em etapas, começando pelo novo traçado das vias dos veÃculos, passando pela pavimentação destas vias, das calçadas e do calçadão próximos à s áreas do Mercado Público, finalizando com a instalação de decks sobre a lagoa. Em todas elas estão previstos, ainda, projetos de paisagismo. Para garantir ampla acessibilidade e, ainda, o atendimento aos critérios de preservação do patrimônio, Morais explica que foi necessário ‘fugir’ um pouco da NBR 9050, normativa da ABNT que regula a acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, “por conta do tipo de piso e da cor dos pisos podotáteisâ€. “Mas, em termos da inclinação das rampas e da lógica envolvida na acessibilidade, está tudo certoâ€, garante.
Diversas audiências públicas foram realizadas como forma de envolver a população no processo. “Esta mudança que está acontecendo aqui é muito significativa. Até o motorista vai ter que se adaptar. Vamos oferecer condições para o turista se movimentar. É uma polÃtica de urbanismo dar mais ênfase ao pedestreâ€, enfatiza Fabiano Silveira, Secretário de Obras e Saneamento de Laguna. Segundo ele, paralelamente ao projeto, a Prefeitura está executando obras de infra-estrutura, com a ampliação da drenagem da orla.
Leia mais sobre a recuperação histórico-urbanÃstica de Laguna na versão impressa da edição de setembro/2007 da Revista Ãrea.












