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SEM DÚVIDA, 2007 entra na história das artes plásticas de Santa Catarina. Este é o ano do centenário do pintor Martinho de Haro (1907-1985), um ícone catarinense e um expoente do modernismo brasileiro. Nascido em São Joaquim, gostava de exaltar suas origens serranas e de pintar Florianópolis, cidade que escolheu para viver quando voltou de Paris, em 1939. Entre seus feitos está a fundação da Associação Catarinense de Artistas Plásticos (ACAP), há 32 anos, ao lado do filho, Rodrigo de Haro, e de outros consagrados artistas, como Franklin Cascaes, Ernesto Meyer Filho e Vera Sabino. Martinho de Haro foi o primeiro presidente da ACAP, que celebrou este ano, pela primeira vez, o Dia do Artista Plástico Catarinense. A data - 18 de março, dia da fundação da entidade - foi oficialmente instituída pela Assembléia Legislativa em dezembro do ano passado, com a aprovação do projeto do deputado Onofre Agostini, atendendo a um pedido da associação. “Temos muito a festejar. Conseguimos a garantia do Governo do Estado de que podemos permanecer no prédio da Alfândega e nossos artistas estão produzindo cada vez mais”, comemora a presidente da ACAP, Cirley Macedo Ludwig, que agora busca apoio para reformar o local.

