Bonito, polivalente, despojado

E confortável. O futon conquista cada vez mais adeptos e amplia mercado em Santa Catarina

UM SOFÁ-CAMA PARA LÁ DE DESCOLADO. Em cidades litorâneas, onde o programa de necessidades invariavelmente prevê acomodações para hóspedes, os futons conquistaram arquitetos, decoradores e moradores interessados em compor ambientes mais descontraídos e confortáveis. A versatilidade é outra característica importante deste milenar colchão, que traduz o estilo de vida oriental de equilibrar corpo e espírito. Para os ocidentais representa, contraditoriamente, modernidade.
O arquiteto Marco Antônio Medeiros já especificou futon em seus projetos e considera o produto essencial para espaços mais informais. “É um sucesso e acreditei muito nele, desde o início. Gosto dele solto, como pufe ou almofadinhas”, revela ele, que arrisca novos usos, como em mesas de centro. Num bar em Florianópolis, indicou futon como revestimento dos bancos. As possibilidades de aplicação e composição são realmente diversas. Desde o século XV até hoje, o futon – shikibuton para os japoneses - continua sendo o colchão tradicional e preferido na terra do sol nascente. Combinado com um tatame, garante uma cama firme e suave, para um sono reconstituinte. O futon chegou a Europa e aos Estados Unidos nos anos 1980 e, em duas décadas virou um clássico, superando todas as modas. No ocidente, ganhou base de madeira e camadas de látex e de fibras naturais ao tradicional algodão. Tornaram-se mais espessos, passando de 7 cm para 15 cm, em média, o que possibilitou novas formas, com futon dobrado em L ou S.
Esse savoir-faire europeu chegou ao Brasil há cinco anos, introduzido pelo casal de franceses Benedicte Salles e Mathieu Halbronn, naturais da região de Provence. Consumidores de futon, procuraram, sem êxito, até no bairro Liberdade, em São Paulo, reduto da imigração japonesa. Da frustração, uma possibilidade de negócio. Criaram a Futon Company, primeira loja especializada no País, na capital paulista. “Os nossos clientes, hoje, são pessoas de um certo nível social e cultural, prontos a mudar alguns hábitos em termos de cama ou pesquisando um estilo de decoração diferente”, afirma o engenheiro Mathieu, que desenvolve toda a linha de mobiliário da empresa baseado em pesquisas para verificar a na melhor maneira de adaptar o produto e o mobiliário oriental contemporâneo chique ao estilo brasileiro. “A nossa preocupação sempre foi mostrar o futon como um produto super moderno, apesar de milenar. Com tecidos diferenciados, bases de madeira contemporâneas, estilo rebaixado e pecas de design assinado, o estilo é único”, complementa Benedicte. Sediada em São Paulo, a empresa apresenta, também, releituras e versões diferenciaidas desses colchões. O próprio futon é recriado e transformado em módulos para camas e tatames, sofá-cama, poltrona, futons turcos, cubos, sofá, kit massagem e numa linha especial para áreas externas, como spa, varandas, jardins e piscinas.

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Para os mais diferentes estilos, o tradicional colchão japonês ganhou novos revestimentos, usos e cores no ocidente, onde chegou nos anos 1980