Design. A ferramenta do século XXI

Mesmo sob diferentes interpretações, o Design é uma unanimidade. Profissionais de diferentes áreas travaram um importante e interessante debate sobre o tema no 23º encontro do Clube de Propaganda e Marketing de Santa Catarina, realizado no dia 9 de outubro do ano passado, no auditório da Brasil Telecom, em Florianópolis. Revelaram, a partir de suas experiências e conceitos, que o Design, apesar de às vezes incompreendido, é inquestionável. Confira, abaixo, algumas dessas impressões.
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Carlos Ferreirinha

DESIGN – É a grande ferramenta de diferenciação para todos os modelos de negócio no século XXI. Durante muito tempo, o importante era a funcionalidade. Depois, preocupou-se com a estética. E, por anos, eles esqueceram de andar juntos. Hoje, é preciso voltar-se para a estética pela funcionalidade.

LUXO – Shakespeare já dizia que se tirar do homem a sensação de prazer, ele será levado à condição de animal. Será difícil compreender que todo o homem precisa de algum excesso para viver? Supérfluo é o ânimo e o estímulo da vida.O luxo sempre existiu, mas era uma atividade isolada, da burguesia, e familiar. A aristocracia passou por transformação, o dinheiro mudou de mãos e a atividade de luxo profissionalizou-se, até a criação do conglomerado Louis Vuitton – uma empresa que fatura 17 bilhões de dólares e detém marcas como Dior e Moet Chandon. O que era pequeno e familiar, tornou-se um grande negócio. Mostra, com ferramentas, técnicas e diferenciais para fugir da concorrência do preço. O luxo fatura 210 milhões de dólares diretamente e 425 milhões indiretamente, considerando o ‘novo luxo’, como a HStern. Por que o luxo cresce? Porque o mundo é cada vez mais impactado pelo estético, pela forma, pelo emocional. Se não se discute mais a qualidade, então onde está a tomada de decisão? Naquele que melhor se comunica com você. É uma atividade em crescimento que encontra uma sociedade à espera e o resultado é combustão total. O homem precisa disto? Não. Mas pode? Pode. Por isso, não faça melhor depois, faça excelente agora e depois faça diferente.

MERCADOS – O berço do Design contemporâneo é a Itália, que roubou da França o mercado. Porém, dois países ainda irão surpreender em idéias: a Índia, que investe muito em educação, e a China, que é o paradoxo do século por ser a maior fábrica do mundo de cópia e o maior mercado consumidor. O País que desfruta no mundo do Design é o Brasil, por entregar uma visão cool, leve, de fácil degustação e entendimento. Se o Brasil conseguir dar forma e gestão para esta expansão intuitiva do Design, estaremos consolidados. Santa Catarina precisa quebrar a cultura industrial e surpreender o Brasil naquilo que melhor faz: proporcionar sensações. A Hering e a Colcci surpreendem. É preciso abandonar aquele papo babaca de que o Brasil é o país do futuro, que tem dificuldades. Está na hora de assumirmos este choque de gestão, não repetindo mais isso.

PRODUÇÃO EM MASSA – A sacada do consumo se deu pela democratização do Design.
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Gláucio Chagas Lima

DESIGN - Aproxima as pessoas do produto.

FOTOGRAFIA X DESIGN– Caminham juntas e juntas funcionam melhor

PUBLICIDADE X DESIGN– Duvido que uma agência tenha expertise para lidar com Design. As atividades são complementos, às vezes, de uma estratégia de comunicação.

VITRINES. DESIGN COMUNICA? – Design comunica, mas pouco. O que vale é a comunicação da publicidade. Ela é que passa a emoção e vai influenciar a tomada de decisão no ponto de venda.

Leia o que disseram os outros debatedores na versão impressa da Revista Área.




Carlos Ferreirinha

Convidado especial no evento, Ferreirinha é referência nacional sobre o Negócio de Luxo. Sócio da MCF Consultoria, a qual fundou há 5 anos, atua há mais de 10 no Gerenciamento Total de Operações, Desenvolvimento de Negócios, Marketing, Vendas e Comunicação como Executivo de empresas como EDS – Eletronic Data Systems e Louis Vuitton.

Gláucio Chagas Lima

Publicitário, também cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFSC e Artes Plásticas da UDESC. Já trabalhou na D/Araújo como diretor de arte e de criação e tornou-se sócio da empresa. Em 1996 fundou a Fórmula Grey, da qual é vice-presidente de criação.