Auto-sustentáveis e de baixo impacto ambiental, as bioconstruções chegam às grandes cidades. Arquitetos, construtores e ambientalistas comemoram
A AMEAÇA DE ESGOTAMENTO dos recursos naturais vem sendo alardeada por ativistas do meio ambiente há pelo menos quatro décadas. Na última, no entanto, depois de ser vítima de catástrofes naturais jamais vistas, a humanidade parece ter acordado para esta ameaça que pode virar realidade a médio prazo. Para muitos ambientalistas, ainda é possível reverter o quadro se agirmos rápido e repensarmos a relação com o espaço no qual vivemos. O convívio harmonioso com o meio ambiente, baseado nos ensinamentos de povos ancestrais e da própria natureza, e a retomada de hábitos simples podem ser passos importantes.
Na década de 1990, especialmente após a Eco 92, o apelo ecológico ganhou mais força em nível mundial. Foi quando surgiram as primeiras ecovilas - comunidades auto-sustentáveis, integradas ao ambiente de entorno e de baixo impacto ambiental no que diz respeito à utilização da água e da energia, ao tratamento de esgoto e lixo, à produção de alimentos, às formas de transporte e, especialmente, aos métodos de construção. O desenvolvimento das ecovilas proporcionou o surgimento de outros conceitos, como a bioarquitetura (ou bioconstrução) e a permacultura (ou agricultura permanente), sistema agrário que tem como ideal a não degradação ambiental e a utilização da terra de forma ética. Naturalmente, as três filosofias (ecovilas, bioarquitetura e permacultura) coexistem de forma bastante integrada.
Em Santa Catarina, as primeiras iniciativas em bioarquitetura foram tomadas na década passada, na forma de projetos com design sustentável, solicitados por pessoas interessadas em uma forma alternativa de habitação e de vida. Para a arquiteta, urbanista e permacultora Sumara Lisboa, o conceito de ecovila pode ser transposto até mesmo para as cidades grandes. “Viver em uma ecovila, para mim, é viver feliz e poder ver meus vizinhos também felizes. O ideal é fazer da sua casa e do seu bairro uma ecovila, ao invés de tentar isolar-se desta sociedade conturbada”, argumenta a profissional, uma das sócias da Eco&Tao, empresa de arquitetura e urbanismo especializada em consultoria, planejamento e construções ecológicas.
Saiba muito mais sobre este assunto na versão impressa da Revista Área

