Chance & talento

Um negócio gerado a partir de uma amizade põe a prova o ditado “quem não tem competência não se estabelece”. E Paulo Rosatto, o Paulinho, impulsionado pela Imaginarium, se estabeleceu

UMA JANELA de uma casa antiga é recuperada e, em lugar dos vidros, espelhos. Foi assim que Paulo Rosatto, administrador de empresas e designer por força do destino, iniciou seu relacionamento de sucesso com a Imaginarium, da qual é fornecedor de objetos decorativos – e inusitados - há 10 anos. Hoje, Paulo tem um mix de mais de 50 itens e uma produção de 4.000 peças por mês, 90% direcionada para as 70 franquias da rede Imaginarium. Na sua loja, Fatto a Mano, no Canto da Lagoa, em Florianópolis, entre as massas e antepastos artesanais que produz, estão peças de decoração únicas, que já saíram de linha, oferecidas a preço de fábrica.
Tudo começou por acaso, no Rio de Janeiro, fruto da sua amizade com o casal Luiz Sebastião Rosa, médico, e Karin Engelhardt Rosa, arquiteta, proprietários da Imaginarium. “Ficamos muito amigos e eu vim para Florianópolis gerenciar a primeira loja deles, na rua Bocaiúva, que também funcionava como bar e cafeteria”, conta Paulinho, como é conhecido. Com o tempo, arrendou a loja e arriscou-se a criar suas próprias peças – o tal espelho com janela de demolição. Deu tão certo que passou a fornecer o produto para as 15 franquias que a marca detinha na época. “Começou de brincadeira”, lembra. A janela, que passou a ser fabricada a partir de material de refugo das marcenarias, não é mais produzida.
A reciclagem tornou-se o diferencial do trabalho de Paulo Rosatto, que entra em sua oficina, no bairro Campeche, com uma caixa de garrafas de vinho. Delas, cria copos com o símbolo da reciclagem grafado a jato de areia que estão sendo vendidos para a Tok&Stok. “Eu gosto de trabalhar com materiais reciclados e evito a madeira. Agora estou pesquisando os usos do bambu”, adianta. Paulinho também tem feito trabalhos personalizados para empresas. “Criamos luminárias, tapetes e espelhos pa­ra um hotel por indicação de um ar­­quiteto”, acrescenta.




O relógio Zuzubem?, que opera no sentido anti-horário